Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 24/10/2017

Historicamente, desde o governo de JK, o modelo implantado por ele visava incentivar e viabilizar a instalação de indústrias automobilísticas no Brasil, fez com que o país se articulasse sob um modelo rodoviarista. Nesse parâmetro, na contemporaneidade, é possível observar que no Brasil a mobilidade urbana apresenta desafios. Nesse sentido, tanto os estímulos do Governo Federal para o mercado automobilístico, quanto a baixa qualidade do transporte público contribuem para a persistência dessa problemática.

É necessário pontuar, de início, que os incentivos do Governo nesse setor tem grande impacto sobre o problema na mobilidade urbana. A exemplo disso, a redução do IPI é uma evidência, provocando um enorme crescimento na quantidade de carros nos centros urbanos, por conseguinte acarretando o inchaço do trânsito dificultando a locomoção. Além disso, com a manutenção da política rodoviarista houve um acúmulo nos investimentos para esse tipo  de transporte em detrimento de outras formas de locomoção, aumentando a presença de veículos pesados, como caminhões, que dificulta ainda mais a fluidez do trânsito nas rodovias brasileiras.

Outrossim, não menos importante, ressalta-se o insatisfatório serviço de transporte público. Visto que, na maioria das cidades brasileiras a condução é precária, com ônibus em condições inadequadas e superlotados, a população usuária desse serviço sente-se instigada a adquirir um automóvel individual, fomentando engarrafamentos e prejuízos de ordem social e econômica. Como efeito, uma alternativa para esse problema díspar das já aplicadas está sendo adotada no Rio Grande do Sul priorizando os cidadãos e não os automóveis predominando assim alternativas não motorizadas e de transporte coletivo.

Torna-se evidente, portanto, que esse entrave social deve ser minimizado. Faz-se necessário que o Poder Público em parceria com a mídia incentive o uso de meios alternativos de transporte, como bicicletas, através de campanhas de caronas solidárias e investindo na construção de ciclovias a fim de contribuir para uma redução no número de veículos nas estradas. Cabe, ainda, o Governo aplicar investimentos para a melhoria nos transportes coletivos, aumentando a frota, tornando-os mais seguros e eficientes com intenção de deixá-los mais atrativos para a população.