Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 25/10/2017
Com a chegada de JK ao poder na década de 1950, o Brasil vivenciou suas ambiciosas metas de desenvolvimento para todos os setores, dentre eles o rodoviário. Com o incentivo para as indústrias automobilísticas produzirem aqui, a formação de estradas, rodovias e complexos urbanos cresceu exponencialmente. No entanto, mais de 60 anos após as intensas transformações ocorridas no país, a falta de planejamento se reflete no trânsito enfrentado diariamente por milhares de trabalhadores insatisfeitos com a crise vivenciada no cenário nacional que não se resume apenas às grandes cidades.
Primeiramente, convém relacionar a questão do aumento de poder aquisitivo experimentado por uma grande parcela da população, que usufrui do intenso mercado automotivo sem pensar nas consequências de seus atos. Nesse sentido, grande parte dos problemas relacionados à mobilidade nos centros urbanos está vinculada ao número de veículos circulantes e o culto à padrões adquiridos do passado, nos quais o ser humano é medido pelo que possui. Com isso, congestionamentos quilométricos, poluição e estresse tornaram-se comuns no ir e vir do cidadão brasileiro.
É importante destacar, também, a carência de incentivos aos ciclistas no país que competem por espaço em meio a um trânsito caótico e superlotado. A esse respeito, pouco é feito por parte dos órgãos governamentais que tiram cada dia mais o espaço destinado para as bicicletas ao invés de apoiar a causa, colaborando para o aumento dos atropelamentos e de mortes nas cidades. Ademais, o uso indevido das ciclofaixas e espaços destinados ao ciclismo, acaba por afastar ainda mais o ciclista das ruas, retrocedendo nas questões ambientais e dificultando assim hábitos que poderiam ser uma saída para atenuar essa grave crise.
Faz-se evidente, portanto, a urgência na alteração deste cenário a fim de mitigar os problemas de mobilidade no país. Nesse sentido, cabe ao Ministério Público em parceria com órgãos de divulgação em massa, disseminar propagandas de incentivo ao transporte público e ao uso de bicicletas, a fim de evitar um colapso na malha rodoviária do Brasil. Além do mais, a Agência Nacional de Transportes Terrestres por meio de fiscalizações mais severas e apoio do Governo, deve promover a renovação das frotas antigas de ônibus por veículos mais novos e menos poluentes, colaborando assim para a diminuição da emissão de gases estufa. Desse modo, a mobilidade urbana no país poderá fluir assim como as metas de JK e contribuir para um meio ambiente melhor.