Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 26/10/2017

Durante o século XX, o escritor austríaco Stefan Zweig, intitulou um de seus livros com uma frase que, até hoje, é bastante repetida “Brasil, país do futuro”. Entretanto, quando se observa a dificuldade em se lidar com a crise da mobilidade urbana no Brasil, percebe-se que a previsão, ainda hoje, não se concretizou. Desse modo, é necessário compreender suas reais circunstâncias para sanar esse problema.

A estrutura precária dos meios de transportes públicos corrobora entre as principais causas do problema. Segundo Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da isonomia, a igualdade seja proporcionada a sociedade. De maneira análoga, percebe-se, que, esse equilíbrio não foi alcançado, haja vista que, a inescrupulosa atuação do governo, afeta principalmente os cidadãos de baixa renda. Tal perspectiva é vista, devido à carência de manutenções, principalmente nos ônibus, que são utilizados por estudantes, e paralelamente, funcionários públicos e privados. Conclui-se, portanto, que, as viagens superlotadas, juntamente com o desconforto, corroboram para um trânsito catastrófico, mas ainda mutável.

Outro ponto negativo dessa realidade é a poluição causada pelos automóveis. Isso se deve ao fato de que, a maximização do C02 é resultado, dos engarrafamentos, uma vez que, quanto mais tempo os carros permanecem ligados, aumentam o consumo de combustíveis e consequentemente geram mais emissão de gases poluentes. É importante salientar ainda, que os gases poluentes podem afetar diretamente a nossa saúde causando doenças respiratórias, como a infecção pulmonar. Consequência disso é infelizmente o derretimento das calotas polares, causadas pelo aquecimento global, juntamente com o crescente número de paradas respiratórias no Brasil.

Entende-se, portanto, que, a crise da mobilidade urbana é fruto do fraco planejamento estrutural e a falta de investimento nos transportes públicos da população. Diante disso, é essencial que o Governo aplique as verbas destinadas aos transportes na sua manutenção e acessibilidade, investindo na construção de vias alternativas de passagem dos ônibus e caminhões. Dentro dessa lógica, separando os automóveis menores dos maiores, sobrando assim, um espaço maior para os carros e caminhonetes. Aliado a semáforos modificados, com contadores, e temporizador diferente, visando liberar de pouco a pouco o tráfego, garantindo assim uma reestruturação e adaptação dos meios e demais ruas de locomoção. Dessa forma, tentar amenizar a quantidade de veículos nos horários de pico, sob essa conjectura, diminuir drasticamente os acidentes nos horários de pico. Ademais, com essas medidas, um dia talvez, concretizar a ambição de Zweig e tornar o Brasil um país do futuro.