Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 25/10/2017
Um país congestionado.
São Paulo, ironicamente, não figurou entre os vinte piores trânsitos do mundo, entretanto, o Rio de Janeiro amargou a décima primeira colocação, segundo estudo do site alemão kfzteile24. De um país edificado em um modal de transporte: rodovias, é de se esperar problemas de mobilidade urbana. A questão passa pela economia, história e desenvolvimento desproporcional dos meios de transporte. Com destaque a condutas como: sucateamento de modais, tais quais ferroviário, pouco desenvolvimento de hidrovias e políticas de promoção a compra de carros, IPI reduzido no ato da compra.
A história de escolhas mal planejadas porta papel protagonista nos grandes engarrafamentos, por exemplo, desde Vargas, as ferrovias passaram a não receber investimento ou serem terceirizadas, sem compromisso desenvolvimentista do modal. Já Juscelino e os militares se respaldaram no mercado automobilístico e empreenderam a construção de rodovias à exaustão, pelas BR’s e interestaduais, a conexão das partes do país foi feita.
Do cenário macro ao micro, as cidades, a mobilidade é precária, tangendo as poucas opções de transporte público ou alternativos: metrô, hidrovias ou BRT’s, por instância. Além disso, as cidades tem projetos urbanísticos antigos e questões de corrupção e monopólio nos serviços oferecidos. No Rio, um dos maiores escândalos de corrupção correspondeu a irregularidade das empresas com o transporte coletivo anuladas à investigação por propina, desde lotação excessiva à cobranças abusivas.
A construção de uma boa mobilidade urbana perpassa ao desenvolvimento estatal de mais variedades de modais de transporte: hidrovias, ferrovias e aéreo. Por meio das Secretárias de Transporte e pela própria iniciativa popular, ações como carona amiga, de levar indivíduos no mesmo veículo para destinos próximos até o oferecimento de um transporte de qualidade e com preços regulamentados.