Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 26/10/2017

Educação não muda o mundo

Se Monteiro Lobato estivesse vivo, fixaria seu olhar ao caos da mobilidade urbana no Brasil e certamente transformaria seu mais célebre personagem, Jeca Tatu, neste problema e assim diria que o trânsito não é assim, ele está assim! Culpa de um individualismo e consumismo, aliado a desorganização estrutural das cidades brasileiras.

Quando Henry Ford começou a produzir em massa seus carros, não poderia imaginar seus efeitos a curto e longo prazo; a explosão da crise de 29 foi apenas o petisco daquilo que o individualismo e consumismo faz sumir todos os dias: o tempo. Perdemos tempo no engarrafamento por optar pela exclusividade e conforto dos carros, lotando uma via que não suporta essa quantidade de veículos.

Em 1973 iniciou a obra da Ferrovia do Aço, mas, o sonho do presidente Geisel em investir em ferrovias para desafogar o tráfego pelo Brasil logo foi abandonado por ser considerado uma obra faraônica. Obra faraônica? a maioria das cidades brasileiras surgiram de forma espontânea e com muita desordem das estradas. Ferrovias acarretariam em um grande desafogo!

Por conseguinte, há muitos trilhos e túneis abandonados pelo País, voltar a investir sobre eles poderia ocasionar na diminuição do trânsito e também dos gastos públicos, “remendando” estradas. Comunidade ou região com grande multidão ligada pelo trabalho podem entrar em contato com empresas da área de tecnologia móvel e gerar um aplicativo grátis para celular onde se possa unir pessoas para dividir a gasolina e suprir o espaço de cinco lugares dos carros no horário de pico. A escola pode revelar o lado sustentável da mobilidade, mostrando o bem para o planeta e a qualidade de vida das pessoas com o uso de bicicletas, promovendo seu uso para o futuro do Brasil. Bem como disse Paulo Freire: “educação não muda o mundo, educação muda pessoas, pessoas mudam o mundo”, com persistência e diálogo para com ferrovias e aplicativo, é possível deixar o engarrafamento no passado.