Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 01/11/2017
Desde o governo de JK e seus incentivos ao aquecimento da indústria automobilística, muito se fala sobre mobilidade urbana. Com o transporte rodoviário sendo o principal meio de locomoção de mercadorias e pessoas no Brasil, e tendo em vista o baixo nível de preparo das estradas e ruas urbanas que não suportam o grande contingente de veículos, não é de se espantar que esse seja um grande problema brasileiro.
Nos últimos anos, o crescimento do número de automóveis foi superior ao crescimento populacional. Enquanto o aumento do primeiro superou 138%, a população teve um acréscimo de aproximadamente 12%. O que revela uma tendência que pode agravar ainda mais o problema, que vai além da precariedade das estradas. O estresse gerado pelo mau funcionamento do transito assola milhões de brasileiros, e com isso, a saúde desses motoristas acaba sendo prejudicada por um déficit na gestão do sistema rodoviário.
Com o maior poder de consumo das famílias brasileiras e a precariedade do sistema de transporte publico, cada vez mais o brasileiro adquire automóveis próprios, o que acarreta nos grandes engarrafamentos em médias e grandes cidades. Além das obstruções do transito, problemas com o alto índice de poluição também são consequência desse anseio pela aquisição do veiculo. Pesquisas mostram que as grandes taxas de liberação dos gases poluentes pelas descargas dos carros estão cada vez mais sendo a causa de problemas respiratórios, como a asma, nos habitantes das cidades brasileiras.
Portanto, vemos que o problema da mobilidade urbana no Brasil, desdobra-se em várias outros fatores que igualmente prejudicam a vida do brasileiro. Para que esse déficit seja solucionado, um maior investimento por meio do governo nos meios de transportes públicos teria que ser feito, para estimular o brasileiro a utilizar mais os transportes coletivos, visando à desobstrução do tráfego e menor emissão de poluentes no ar. Outra medida que pode ser tomada é o sistema de rodizio de automóveis nas grandes metrópoles, em que apenas alguns carros podem transitar a partir de uma determinada hora, fazendo com que o fluxo de carros seja menor, melhorando assim, a mobilidade urbana e acabando com alguns problemas que a longo prazo serão prejudiciais em inúmeros aspectos.