Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 02/11/2017

O Brasil, em sua condição de economia emergente, traz consigo todos os avanços econômicos característicos de um país em desenvolvimento. Os tais, são seguidos de problemas sócio-estruturais que demandam novas adaptações e planejamentos quando afetam a dinâmica do Estado.

Por um lado, o desenvolvimento brasileiro e a ascensão de classes traz consigo reações que vão além dos dados estatísticos e estruturais. Ao comprar um carro e realizar um sonho, o problema do trânsito brasileiro é, em suma, também uma consequência psicológica e imaterial de uma sociedade emergente inserida em um sistema do ter.

Nesse contexto, o sistema capitalista também influi, em tese nessa superlotação. O individualismo e o “ter’’ exercem papel fundamental no ser humano quando na escolha de um transporte próprio ao invés de um coletivo como metrô, ônibus e etc.. na contrapartida de seu veículo individual.

Um aspecto que também deve ser levado em consideração é que no Brasil, o sistema rodoviário por si só já possui diversas problemáticas, o que ocasiona em tese, uma piora devido à insuficiência para o número - já excessivo - de veículos urbanos além de questionamentos inerentes a qualidade dos transportes grupais.

Portanto, é necessário, com base nos Direitos Humanos, usar o coletivismo por parte do cidadão. Pensar como um todo, como por exemplo: utilizar transportes públicos como metrôs e ônibus, podem ser uma ótima solução para a diminuição do esgotamento das vias. Melhorar, por meio do Governo Federal, as vias de transporte (com obras direcionadas e planejadas para maior fluência) além de implantar sistemas de rodízios em vias superlotadas de cidades que não utilizam o mesmo. Gerenciar e supervisionar os transportes públicos com base na Constituição Federal em seus limites territoriais - com a Prefeitura de cada município- a favor de uma maior qualidade para habitantes, são excelentes medidas para uma melhoria geral da problemática da mobilidade urbana.