Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 27/10/2017
APRENDENDO COM O TEMPO
O período do Modernismo no Brasil tinha como propósito principal, promover alterações profundas e significativas no âmbito literário. Esse espírito de transformação precisa ser adotado, também, em relação a Mobilidade Urbana, que se encontra em um estágio caótico.Nesse sentido, pode-se perceber a má qualidade do transporte público e o incentivo à preferência de carros particulares, implicando diretamente nessa questão.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que nossos meios coletivos enfrentam sérios e recorrentes problemas. Isso é exemplificado através de diversos fatores como a falta de conforto, passagem acima do preço e até a insegurança constante. Com isso, os usuários optam pelo transporte particular, o que acaba causando intensa poluição sonora e ambiental, e demasiados congestionamentos. Dessa maneira, é importante que manifestações como a dos “20 centavos”, promovida em 2013 na cidade de São Paulo, a qual buscava um decréscimo no valor da passagem, seja garantida, assim como o nosso direito de ir e vir, consumado na Constituição Federal.
Ademais, uma das consequências diretas desse impasse, é a utilização de meios alternativos individuais. Pois, com os descontos na compra de veículos populares, e a presença cada vez mais recorrente de empresas próprias e táxis, fica difícil de se resistir. O fato é que com o mundo mais imediatista e tecnológico, as pessoas acabam optando por automóveis mais rápidos e de fácil acesso. A empresa Úber por exemplo, trabalha através de seu aplicativo presente nos smartphones, no qual o indivíduo solicita o serviço e,no mesmo instante, aparece o valor e o tempo em que a operação irá se concretizar. Isso é a prova de como é interessante e promissor essa combinação entre tecnologia e transporte, fazendo com que se torne vantajoso para a rotina agitada do utilizador, porém diretamente prejudicial para estrutura urbana de maneira geral.
Fica claro, portanto, que nossa Mobilidade é repleta de desafios, e é preciso melhorar. Para isso, é necessário que o Ministério do Transporte, em pareceria com as prefeituras das grandes cidades, apoie, com verbas, projetos já existentes que têm por objetivo o aperfeiçoamento do transporte coletivo, com a aquisição de ar condicionados, bancos mais confortáveis, monitoramento via satélite e filtros nos canos de descarga, evitando a perda excessiva de gás carbônico, que polui a atmosfera. Isso despertaria na população um sentimento de confiança e conscientização em relação à locomoção coletiva, ajudando assim, a melhorar a mobilidade e o meio ambiente.