Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 29/10/2017
A Segunda Revolução Industrial marcada pelo modelo de produção fordista, desenvolvido por Henry Ford, resultou na produção em massa dos automóveis. Contudo, o aumento no número de veículos acarreta vários transtornos na mobilidade urbana dos brasileiros. Sendo assim, tal situação merece atenção, uma vez que toda a sociedade é impactada pelo caos das grandes cidades.
A princípio, é importante mencionar que apesar de ser um direito garantido pela Constituição Federal de 1988, o ir e vir nem sempre é garantido de maneira eficaz a todos. Pode-se notar no número de pessoas que expressam sua indignação e revolta pelas condições oferecidas pelo transporte público, como ocorreu nas manifestações de Junho de 2013 onde o foco era a reivindicação pela qualidade do serviço prestado.
Ademais, a situação caótica de locomoção torna-se uma grande problemática. Entretanto, o brasileiro gasta cada vez mais tempo no trânsito, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 1 milhão de pessoas levam mais de duas horas de deslocamento até o trabalho devido a superlotação das estradas. Logo, há também aumento na emissão de gases poluentes que consequentemente agravam a poluição do meio ambiente.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de projetos que visem a qualidade de locomoção da população. O Estado, deve investir em políticas nacionais de transporte público sustentável, bem como a construção de ciclovias seguras. A mídia, por sua vez, deve desenvolver campanhas educativas com o propósito de instruir a sociedade a buscar meios de transporte menos poluente como o uso de bicicletas. Somente com o empenho de todos será possível um trânsito seguro, eficaz e sem transtornos.