Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 30/10/2017

Em 2013, as ruas do Brasil foram invadidas pela população, manifestações e protestos que mostrou a luta de uma sociedade que busca melhorias nos transportes coletivos e seu baixo custo de uso. A mobilidade urbana está ligada a locomoção das pessoas em conexão com a cidade, que vem causando uma certa dificuldade nesse deslocamento. Dessa forma, temos atrelado a isto questões econômicas e sociais.

Com o crescimento acelerado das cidades, de forma que não veio acompanhado de infraestrutura, tornou-se mais intenso o fluxo de pessoas e o inchaço no trânsito, deixando-o caótico. Com isso, com a busca de veículos, seja o coletivo ou o individual, ficou constantes os problemas de superlotação, engarrafamentos, estresse, acidentes e poluição. Nesse contexto, relacionado a circulação do indivíduo como meio de socialização e na construção da sua identidade, existe um entrave entre o social e seus prejuízos.

Quando falamos nas questões econômicas, notamos um certo custo a ser pago versus a falta de planejamento. Com o Rodoviarismo no Brasil, período de JK, surgiu outros meios de transportes, como caminhões, tornando o trânsito mais pesado e, consequentemente dificultando o deslocamento das cidades. Nesse aspecto, o meio urbano não teve políticas que acompanhasse o acréscimo de pessoas com sua morfologia.     Portanto, podemos perceber que o direito de ir e vir da população está sendo prejudicado. Em primeiro lugar, cabe ao governo a criação de políticas que visam melhorar a facilidade de deslocamento com seu baixo custo a ser pago pela sociedade, através de reformas e construções de mais ruas, viadutos, condicionando tudo isso a acessibilidade. E, por fim, a mídia em parceria com a escola e a família buscar sempre mudanças, com protestos e propagandas.