Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 31/10/2017

Durante os séculos 19 e 20, a capital Rio de Janeiro passou por transformações em sua infraestrutura para melhorar o planejamento urbano, de modo que as ruas estreitas deram espaço para grandes avenidas, esse processo é denominado reurbanização. No entanto, ele foi restrito a uma pequena parcela das cidades do Brasil, o que tornou-se um problema, de forma que nao houve uma organização prévia das cidades, o que fez com que elas nao fossem funcionais e a falta de mobilidade nao satisfaz a população.

Nesse contexto, com o crescimento da industrialização e consequentemente do êxodo rural, as cidades brasileiras começaram a receber um contingente populacional superior ao suportado pelos serviços básicos.Assim, a ocupação desordenada foi responsável pelo crescimento das cidades, o que gerou os centros que não respeitavam a morfologia das cidades, as necessidades dos cidadãos e as lógicas para a circulação de automóveis e pessoas. Dessa maneira, entende-se que esses fatores levam a redução da qualidade de vida, já que contribuem com o estresse diário devido ao trânsito que não flui e com a poluição dos ambientes, visto que cada um, pensando em seu próprio conforto, saem de carro às ruas.

Outrossim, durante a saída do trabalho, o engarrafamento atinge seu momento de ápice, dado que a maioria dos turnos terminam juntos. Nesse período, segundo a Sindiônibus, um ônibus com 80 passageiros ocupa o mesmo espaço que 2 carros com 1,4 pessoas em cada. Essa pesquisa mostra que, mesmo com todas as dificuldades e limitações dos centros urbanos, a sociedade busca os transportes individuais para locomoção. Esse fato é explicado pela falta de qualidade dos translados públicos, que são cheios, velhos, e demorados, e pela ausência de opções como a bicicleta, pois não há ciclovias para a plena circulação. Desse modo, essas razões também contribuem para a falta de mobilidade, pois há mais veículos circulando.

Faz-se necessário, portanto, resolver o impasse.O governo Estadual, em conjunto com o Ministério das Cidades, deve promover projetos para o desenvolvimento de políticas públicas que atendam as demandas de cada local, seja com a transferência de populações de determinadas áreas que atrapalham a circulação, ou com a construção de ruas e avenidas mais largas, para que com o melhor planejamento das cidades a sociedade possa ter uma melhor qualidade de vida. Para que haja redução do número de carros nas ruas e consequentemente do trânsito, Ministério dos Transportes deve melhorar os serviços oferecidos e financiar a instalação de ciclovias, assim, o uso dos meios públicos serão mais efetivos.