Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 02/11/2017
Na década de 1950, o governo de Juscelino Kubitschek, implementou uma forte política de incentivo a indústria automobilística, em que grande parte dos indivíduos passaram a se deslocar em transportes individuais. Entretanto, essa prática não veio acompanhada de políticas públicas de infraestrutura e planejamento urbano adequado, corroborando atualmente, para a crise da mobilidade urbana.
No que se refere ao problema, pontua-se que a quantidade de transportes públicos não coincide com número de habitantes das cidades, causando a superlotação, principalmente, dos ônibus. Ademais, a falta de qualidade, atraso nos horários e o alto valor da tarifa também contribuem para que os indivíduos utilizem do transporte particular, uma vez que o mesmo é visto como mais confortável em relação aos coletivos. Porém, essa crescente demanda de veículos nas ruas desencadeia congestionamentos quilométricos e péssima conservação das vias.
Outrossim, gerado pela falta de planejamento e investimento as ruas das cidades são a maior dificuldade de ir e vir das pessoas que apresentam algum tipo de necessidade especial. Desta maneira, cadeirantes, cegos, anões, diariamente enfrentam dificuldades. As medidas inclusivas são pouco eficientes, logo, não existe acessibilidade. Portanto, é fácil perceber os males causados a todos os níveis sociais devido às falhas da mobilidade urbana no país.
Portanto, medidas são necessárias para mudar esse panorama. É mister que o Ministério das Cidades invista na manutenção de ruas e rodovias, na melhoria das calçadas, nos transportes coletivos e nas ciclovias seguras. A mídia por sua vez, através de campanhas podem promover os transportes alternativos, a fim de minimizar a quantidade veículos nas ruas e pessoas enfrentando a dura espera dos ônibus e metrôs. Não obstante, é preciso maior conscientização social, aliando-se a campanhas como o Dia Mundial Sem Carro, para diminuir a poluição.