Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 01/11/2017

Trânsito caótico, má infraestrutura das vias públicas, veículos sucateados e ineficiência do transporte público. Esse é o atual cenário da mobilidade urbana no Brasil. Henry Ford, um renomado engenheiro estadunidense, ao criar o automóvel Ford-V8 acreditava na facilidade que o mesmo ocasionaria na vida das pessoas. Nesse sentido, o produto que foi construído para ser uma solução acabou se tornando um verdadeiro problema diante da demanda populacional atribuída aos grandes centros urbanos.

Primordialmente é válido ressaltar, que o crescente número de veículos individuais, promove a proeminência do trânsito, dificultando a locomoção nas grandes áreas urbanas principalmente nas gigantescas metrópoles onde se concentra a maior parte dos serviços e empregos. Sob tal ótica, a melhoria da renda entre a população de classe média e baixa, somando aos incentivos promovidos pelo Governo Federal, para o mercado automobilístico e a baixa qualidade do serviço de transporte público, colaboram para o crescente número de automóveis em vias públicas.

Mormente, desde os processos denominados “revoluções industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando produtos e mercados em detrimento de valores humanos essenciais. Em vista dos fatos elencados, cogitar o incentivo a essa prática sem analisar os danos ao meio ambiente é um verdadeiro equívoco. O uso excessivo de veículos nas ruas gera mais poluição, inferindo em problemas ambientais de longa escala, comprova-se isso pelo grande aumento do problema das ilhas de calor e pela grande liberação de gás carbônico na atmosfera.  Diante disso vê-se necessário medidas para atenuar o problema de poluição do ambiente.

Afinal, segundo Platão defendia, o importante não é apenas viver, mas viver bem. Destarte, vê-se necessário transfigurações. Portanto, procurar desenvolver formas de transportes mais sustentáveis é uma solução. Para isso, os governantes devem implantar um projeto similar ao do compartilhamento de bicicletas, bem como construir mais ciclo faixas, a fim de melhorar a mobilidade urbana. Além disso, a mídia como formadora de opinião, deveria incentivar o uso de bicicletas ao seu público, em forma de campanhas para difundir o assunto abordado. Logo, haveria maiores benefícios para a sociedade e para o meio ambiente.