Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 31/10/2017
No Brasil, o processo de Revolução Industrial impulsionou o êxodo rural, e, por consequência, a urbanização aconteceu de forma desordenada. Diante disso, as cidades não conseguiram acompanhar esse feito, e, em pleno século XXI, o direito de ir r vir torna-se uma grande vicissitude. Nesse contexto, deve-se analisar como a falha do Estado no planejamento urbano, no que se diz respeito à circulação dos automóveis e pedestres, causa a problemática em questão.
Em primeiro lugar, destaca-se o mau planejamento do governo na circulação dos automóveis. Isso decorre desde o século XX, onde os investimentos da indústria automobilística ocasionou o crescimento do transporte individual, porém, por outro lado, o governo não investiu no planejamento urbano, e, consequentemente, resultou-se em um trânsito caótico na época. Entretanto, esse contexto ainda é perceptível no século XXI, pois, além da ausência do Estado na organização urbana, a má qualidade do transporte coletivo faz a população optar por carros particulares. De acordo com o Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA), nos últimos anos houve uma queda de 30% no uso do transporte público, isso ocorre devido à má qualidade disponível para seu uso.
De outra parte, é importante frisar os problemas de mobilidade dos pedestres, e, especialmente, aqueles que possuem necessidades especiais. A priori, a falta de acessibilidade como calçadas irregulares, omissão de rampas, elevadores, e semáforos sonoros originam-se em transtornos e, por conseguinte, dificultam a circulação autônoma desses seres. Dessa forma, os princípios da Constituição Federativa no Brasil, tornam-se incapazes, uma vez que o direito de ir e vir são estabelecidos a todos os cidadãos e, assim, por causa desses impasses ficam inalcançáveis.
Fica claro, portanto, a necessidade do Estado criar políticas públicas voltadas para a reestruturação dos centros urbanos no país. A esse respeito, o Governo Federal, Estadual e Municipal devem criar projetos de reestruturação e ampliação urbana, cujo objetivo seja solucionar esses impasses em curso prazo. Em primeiro plano, é importante investir em transportes coletivos, renovando suas frotas e realizar manutenções semestrais, a fim de que os indivíduos utilizem o transporte público em horários de grandes circulações. Além disso, é necessário investir em acessibilidade para os indivíduos que necessitam de adaptações. Desse modo, construir, rampas, calçadas acessíveis, semáforos sonoros e elevadores são de grande relevância, para que, definitivamente, os princípios da Constituição Federal de 88 torne-se uma prática no cotidiano brasileiro.