Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 01/11/2017

A partir de meados do século XX o brasil sofreu intenso processo de crescimento urbano devido a industrialização. O acelerado crescimento dos centros urbanos, sem o devido planejamento, é percebido nos dias atuais pela impossibilidade de criação e alargamento de vias em áreas centrais e de acesso às cidades. Além disso, medidas de construção de ciclovias podem agravar o problema, no entanto, vale ressaltar que a construção das mesmas, no futuro, pode beneficiar a mobilidade.

Durante o período pós segunda guerra foi verificada intensa industrialização do brasil, chegando o mesmo a ter 70% de sua população vivendo em regiões urbanas ainda na década de 60. Atualmente verifica-se que nem mesmo brasília, a cidade mais planejada do brasil, conseguiu se abster dos problemas de mobilidade. O principal motivo dos congestionamentos, principalmente em horários de picos, são verificados pelo excesso de carros em vias que já não possuem espaço para crescer, sendo a única solução a redução do número de carros circulantes que pode ser feita pelo incentivo do uso de ônibus. Vale lembrar que um ônibus pode reduzir aproximadamente 40 carros.

Além disso, são diversos os aspectos negativos, no contexto do Brasil, em adotar medidas práticas de senso comum como a simples instalação de ciclovias. A maioria dos brasileiros não são motivados a utilizarem bicicletas para realização de suas atividades diárias não apenas pela falta de pelo medo de ser assaltado mas principalmente pela falta de ciclovias espaçosas e seguras que garantam a segurança contra acidentes. Infere-se, desse modo, que para a instalação de ciclovias utilizáveis é primeiramente necessária a redução da frota de automóveis.

Torna-se evidente, portanto, que soluções simplistas não resolverão o problema da mobilidade. Dessa maneira, será necessária adoções de medidas que motivem os empresários a investirem em transportes coletivos de qualidade e que possam abranger maiores percursos de forma a motivar os funcionários à utiliza-los. Para que isso aconteça, devem ser tomadas medidas de incentivos fiscais como a dedução em impostos, tal como é feito através da lei rouanet. Se necessário, para não inflar as contas públicas, o governo deve redirecionar o incentivo desta para a mobilidade, uma vez que a mobilidade favorece, indubitavelmente, a toda população. Reduzida a frota de automóveis, a mídia deve cumprir o papel de motivar as pessoas mostrando os aspectos positivos como a segurança e os benefícios a saúde.