Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 01/11/2017

A circulação de automóveis e motocicletas proporcionam uma certa autonomia para algumas pessoas que dispõem deste bem. No entanto, utilizados com frequência para diversas finalidades e somados a uma rede vicinal que não comporta tal demanda, acaba por resultar numa estagnação do trânsito. Assim, podemos identificar a necessidade em implantar mudanças nos modelos de transportes, bem como, desenvolver alternativas para que as pessoas possam circular com mais qualidade pelo meio urbano.

Esse contexto é consequência do modelo rodoviarista adotado pelo Brasil nos anos cinquenta. De fato, a malha rodoviária foi implementada e cidades se desenvolveram mais rápido. Porém, nos grandes centros, isso proporcionou um adensamento populacional e um aumento do número de veículos. Haja vista, nos dias de hoje, eles saturam as ruas, carecem de um espaço que já não existe mais e geram danos ao meio ambiente e aos demais cidadãos.

Para tanto, observamos uma realidade criada para facilitar a vida do homem, mas que em determinado momento acaba por aprisioná-lo na sua própria obra. Ademais, os diferentes setores sociais são acometidos por uma imobilidade urbana, principalmente nos horários de pico. Por causa disso, problemas de saúde, a saber, do estresse, da ansiedade, passam a agregar um estilo de viver insalubre em todos os seus aspectos.

Cabe-se, portanto, adotar medidas que levem a substituição dos modais existentes em nosso país e favorecer uma remodelação no meio urbano capaz de suprir tais demandas. Para isso, é importante que o Poder Público favoreça a criação de ciclovias, bem como a sua ampliação. Logo, colaborar para um aumento e melhoria dos seus transportes coletivos e delimitar faixas exclusivas. Para auxiliar nesse processo, o gestor, poderia conceder descontos no emplacamento, ao criar um programa, e esse, instalado nos transportes públicos, computasse à cada acesso uma pontuação a ser creditada ao seu imposto estadual.