Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 02/11/2017

Em 1956, o presidente Jucelino Kubitschek introduziu a indústria automobilística e a política rodoviarista no Brasil, por conseguinte, o número de automóveis nas ruas cresceu. De maneira análoga, ainda atualmente a população brasileira opta mais pelo transporte individual em virtude, dessa herança política e pela insuficiência e precária condição do transporte coletivo.

É importante salientar que, conforme o IPEA, a frota nacional cresceu aproximadamente 119% e em vista disso no meio urbano a quantidade de congestionamento aumentou significativamente, proporcionando aos habitantes estresse e atraso. Além disso, o grande número de veículos utiliza combustíveis fósseis que emitem gases do efeito estufa que desencadeiam inúmeros malefícios, como a poluição atmosférica, inversão térmica, ilhas de calor e doenças respiratórias.

Outrossim, é válido enfatizar que, de acordo Enrique Peñalosa, escritor e político americano, “Uma boa cidade não é aquela em que até os pobres andam de carro, mas aquela em que até os ricos usam o transporte público”. Sabe-se que no Brasil a realidade dos transportes coletivos, como ônibus e metrô não apresentam uma boa qualidade e não atendem a demanda da população, consequentemente, as pessoas têm que se submeterem a pegar transporte público lotado e em condições desagradáveis.

Destarte, fica clara a necessidade de investir em transporte público para suprir as necessidades da população e em ciclovias para atenuar emissão dos gases do efeito estufa liberados pelos automóveis, que é uma competência comum aos governos Municipal, Estadual e Federal. Soma-se a isso, a disseminação da discussão em todos os setores da sociedade acerca da importância do uso de bicicletas e do transporte coletivo.