Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 02/11/2017
A cada ano que se passa o brasileiro perde mais tempo no trânsito, pequenas distâncias, que antes levariam minutos para percorrê-la, no cenário atual pode levar horas. Essa é a realidade vivenciada pela população do país, principalmente, aquelas pessoas que residem nas grandes cidades brasileiras. Diante da situação, esse problema de mobilidade está diretamente ligado a falta de investimento em infraestrutura e no transporte público, e também na melhoria da renda da população.
Primeiramente, é válido abordar, as péssimas condições dos transportes público do país. A superlotação, a falta de um ambiente climatizado dentro desses veículos e o alto preço da passagem. São situações desanimadoras que os brasileiros dependentes desse meio de locomoção, são submetidos todos os dias. Além disso, recentemente tem aumentado os casos de assédio sexual contra as mulheres nesses transportes, somando mais um motivo para que as pessoas busquem alternativas, evitando esse meio de locomoção.
Ainda nesse contexto, a melhoria das condições financeiras dos brasileiros na última década, fazendo com que mais indivíduos passem a integrar a classe média. Isso potencializou o poder aquisitivo da população do país, que sem estímulo a se locomover por transporte público e incentivada pelas e propagandas e pelo governo, não pensou duas vezes antes de adquirir seu próprio veículo. Isso acarretou no maior número de automóveis nas ruas brasileiras, que não teve um planejamento estrutural para receber esses novos transportes, e o reflexo é um caos no trânsito das grandes cidades do país, principalmente nos horários de pico. Demonstrando, que não é por brincadeira que três grandes centros urbanos do Brasil., Rio de Janeiro, Salvador e Recife, estão entre as dez cidades do mundo que mais sofre com a morbilidade urbana.
Então, fica claro que a mobilidade das cidades é um problema que afeta milhares de pessoas todos os dias, durante seu deslocamento. Portanto, o governo pode investir na renovação e ampliação dos trens, dos ônibus e metrôs, criando corredores específicos para esses transportes de massa. Como também o incentivo do uso da bicicleta para locomoção, criando ciclovias . As pessoas poderiam se organizarem dando carona umas para outras, para quem vai para o mesmo local, podendo ter um revesamento entre elas. Essas alternativas diminuiria significamente o número de veículos, dando mais fluidez do trânsito nas cidades, garantindo o direito de ir vir especificado na Constituição do país.