Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 27/12/2017

Com a modernização da agricultura no século XX, ocorreu um intenso fluxo migratório para as cidades, o homem do campo buscava nas metrópoles novas oportunidades para fugir do desemprego. Atualmente, esse processo de êxodo rural resultou no crescimento acelerado e desordenado na maioria dos grandes centros. Com isso, o sucateamento do transporte público e o aumento na frota de veículos particulares são alguns dos desafios que inviabilizam o direito satisfatório de ir e vir.

Em primeira análise, cabe pontuar que o inchaço causado pelas migrações não foi acompanhado pelas empresas de transportes, a demanda de veículos coletivos não supri de forma efetiva a carência dos usuários. Nesse viés, os principais prejudicados são as pessoas que vivem nas periferias, pois tem suas necessidades de deslocamento minimizadas, sofrendo assim uma espécie de segregação social. Comprova-se isso com os dados da pesquisa do site UOL de notícias, onde consta uma razão entre o numero de ônibus para carros particulares de 1 para 57.

Ademais, convém frisar que o descontentamento com o transporte público gera nas famílias o desejo na aquisição de veículos particulares, aumentando o numero de automóveis nas vias. Contrariando assim, o filósofo Platão que disse:" a felicidade do cidadão está relacionada ao bem comum". Nesse contexto, com o elevado numero de carros nas ruas, os congestionamentos são recorrentes, deixando o trânsito lento e causando males em motoristas e pedestres como stress e doenças respiratórias.

Diante desse cenário, é possível perceber que mobilidade urbana efetiva é o ideal para assegurar o direito de ir e vir das pessoas. Nesse sentido, as prefeituras devem melhorar o transporte público, investindo em novas frotas de ônibus para garantir conforto aos usuários. Com essa iniciativa, o uso dos coletivos pela população será incentivado em detrimento do transporte individual, evitando congestionamentos demorados assim como doenças que advém da poluição. assim, o direito dos cidadãos será respeitado quanto à mobilidade nas cidades do séc XXI.