Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 04/11/2017

A Constituição de 1988 garante a todos a liberdade e o acesso a todos quanto a ir e vir em território nacional. Nesse sentido, com a acentuada expansão das cidades, e o crescimento demográfico, a mobilidade no espaço urbano tem sido configurada atualmente como um grande impasse de caráter qualitativo com impactos socioeconômicos e na saúde pública brasileira.

Em primeiro plano, atualmente, a sobreposição do transporte individual sobre o transporte coletivo configura-se como um dos principais empecilhos quanto a efetividade da mobilidade urbana no país. Tal conjuntura decorre dos incentivos governamentais - a partir da queda nos juros - à compra de veículos, além das condições inferiores do transporte coletivo no país que contribuem para a preferência em maior escala do transporte individual.

De outra parte, segundo a revista Veja, o registro de homicídios no transito superpõe-se ao número de mortes por câncer no país, o que reflete a atual condição do sistema urbano do país, em que com o constante crescimento das cidades, e a necessidade do replanejamento urbano e maior dinamização dos grandes centros - em vista dos engarrafamentos -, caracteriza-se como um problema de saúde pública, contribuindo para uma lenta trajetória rumo à qualidade de vida nas cidades.

Roga, portanto, a atenção da instituições públicas em favor da melhoria dos transportes coletivos, fator primordial para o descongestionamento dos grandes centros. Ademais, cabe ao Estado em parceria com o BNDES, através da liberação de verbas promover mais obras planejadas por engenheiros em favor da acessibilidade das grandes cidades - como as áreas de ciclovia - afim de ampliar a dinâmica urbana atual e assim, a efetiva qualidade de vida e acesso de ir e vir previstos por lei.