Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 03/11/2017
Brasil: como alcançar a mobilidade urbana modelo
Mais do que nunca, a mobilidade urbana vem sendo tema de discussão no Brasil pois a falta dela, principalmente em grandes cidades, geram inúmeros problemas socioambientais. Ressalta-se no entanto, que em cidades como Curitiba, com planejamento urbano inteligente e sustentável a realidade é inversa. Tal fato, leva a questionar quais as principais razões e divergências de tal para as demais cidades do país, onde as dificuldades de locomoção na urbe persistem.
Durante os último anos, metrópoles brasileiras como Rio de Janeiro e São Paulo demonstram um aumento significativo de congestionamentos e emissão de gases poluentes pela quantidade de automóveis nas ruas. Devido a isso, não só o deslocamento é prejudicado como também o meio ambiente, com a intensificação dos efeitos das ilhas de calor que afetam o bem estar social.
Segundo o relatório ‘‘Estado das cidades da América Latina e Caribe’’, a população urbana cresce exponencialmente sobre outras regões do país e ainda não há políticas de urbanização e infraestrutura que acompanhem essa eclosão. Ademais, a redução de impostos do Governo Federal, o aumento da renda média dos cidadãos e a precariedade dos esportes públicos contribuíram fortemente para a manutenção da mobilidade caótica dos grandes centros.
Em contrapartida, Curitiba se tornou destaque mundial pelo desenvolvimento sustentável englobando também a mobilidade. A preocupação histórica da capital paranaense na preservação do meio ambiente e melhoria do deslocamento nos espaços urbanos, possibilitou desde cedo o excelente planejamento urbano. Entre 1960 a 1980, medidas como criação de áreas verdes, gestão de resíduos, vias para pedestres e transportes coletivos rápidos, eficientes e a baixo custo contribuíram para a notoriedade e contraste com as demais cidades do país. De acordo com o relatório da empresa Siemens, Curitiba é ainda, a primeira colocada dentre 17 metrópoles da América Latina quanto a qualidade do ar, reuso de resíduos e mobilidade urbana.
Verifica-se portanto, que ao reconhecer os principais impasses para o fim da mobilidade urbana defasada de muitos centros urbanos brasileiros, novas alternativas possam ser adotadas. Sob essa ótica, cabe aos governos municipais em consonância com a Secretaria de transporte e mobilidade nacional reservar mais verbas para melhoria de transportes públicos coletivos e promover novos projetos urbanos que visem a sustentabilidade e o bem estar social, como a introdução de mais áreas verdes. É de igual modo importante, que o Governo Federal incentive a população utilizar bicicletas e transportes coletivos reduzindo assim os congestionamentos e o estresse dos cidadãos.