Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 03/11/2017
Após as duas primeiras revoluções industriais, o mundo passou por uma intensa evolução tecnológica, a qual trouxe um grande desenvolvimento para os equipamentos e produtos presentes no dia a dia da maioria das pessoas, os meios de transporte estando inclusos entre eles. Tais transformações nos automóveis deveriam facilitar a deslocação da humanidade entre os mais diversos espaços, entretanto, tem trago algumas dificuldades. No Brasil atual, a mobilidade urbana se encontra prejudicada, isto devido a fatores históricos e geográficos, o que acaba por complicar a migração (principalmente a pendular), de inúmeros brasileiros.
Durante a década de 50, período de tempo em que o país se encontrava sob o governo de Juscelino Kubistchek, o então atual presidente da república investiu demasiadamente em uma política rodoviarista para o Brasil, colocando em prática a construção de uma enorme quantidade de estradas. Na época, foi um bom avanço para a nação, mas hoje podemos constatar algumas falhas neste processo. O investimento nas vias e transportes rodoviários foi realizado, infelizmente, em detrimento de outros modais, o que atrasa a melhora da mobilidade urbana no estado.
Ademais, a rápida urbanização que ocorreu no país ao longo de todo o século xx, também colabora bastante para o recorrente “inchaço” das estradas. Durante o processo migratório campo-cidade, o governo não se ocupou com uma boa e eficiente manutenção da reforma agrária, o que fez com que houvesse, atualmente, uma superlotação nos centros urbanos, principalmente das grandes cidades que possuem um maior número de habitantes e locais de trabalho. Consequentemente, também há uma superlotação de carros, caminhões e transportes públicos nas rodovias e estradas. Uma pesquisa feita pelo site Mundo Educação, por exemplo, corrobora tal fato, mostrando que na maior cidade do país (São Paulo), um cidadão chega a passar, em média, 45 dias do ano no trânsito.
Em suma, a mobilidade urbana aqui se encontra em um estado quase precário, dificultando a vida dos cidadãos brasileiros. Para resolver este problema, seria necessário que o Governo Federal, juntamente com o Ministério Público, desviasse parte das verbas adquiridas nos impostos para a construção de hidrovias, visto que os transportes aquaviários são os mais econômicos, e que a geografia do Brasil, rica em recursos hídricos, facilitaria tal processo, tornando a deslocação do povo mais diversificada e portanto, mais ágil. Ao mesmo tempo, o Detran poderia implantar um sistema de rodízio nos maiores centros urbanos, incentivando uma maior utilização dos transportes públicos, que ocupam menos espaço nas estradas e tem a capacidade de transportar uma maior quantidade de pessoas. Desta forma, a migração da população sofreria uma melhora significativa, assim como sua qualidade de vida.