Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 06/09/2018
Em 1988, com a criação da nova Constituição Federal Brasileira, foi inserido o direito do cidadão se em se locomover livremente em qualquer lugar, sem temor de ser privado de locomoção. Entretanto, esse direito encontra-se afetado, uma vez que é notório a dificuldade em se transitar nas grandes cidades Brasileiras. Assim, diversas medidas precisam ser tomadas para tentar combater esse problema, incitando uma maior atenção do Poder Público, juntamente com instituições engajadas no assunto.
O contexto histórico brasileiro indubitavelmente influência essa questão. No auge da produção cafeeira o trem teve seus anos de glória, mas em 1934, com sua decadência e a exploração da cana-de-açúcar migrando para o sudeste, a extensão em distância do modal rodoviário já se igualava ao ferroviário, devido ao custo baixíssimo na construção de uma rodovia, se comparado com as linhas de trem. Por esse motivo, foram criadas inúmeras estradas pelo Brasil, tornando-o assim, majoritariamente rodoviarista e negligenciando formas alternativas de locomoção. Prova disso, é o cidadão passar mais de duas horas e meia por dia inserido no trânsito das capitais brasileiras, acarretando vários problemas para a cidade e ao indivíduo. Ainda que o direito de ir e vir, esteja na Constituição, a população sofre com a ausência dessa concessão.
Sob esse viés, ressalta-se que algumas ações já foram realizadas. Como exemplo disso, as várias reformas no Rio de Janeiro, em 2014, que aumentaram a mobilidade da população, melhorando sua qualidade de vida. Entretanto, as medidas tomadas até então não são suficientes para cessas essa problemática, uma vez que a frota de veículos brasileiros só cresce a cada ano, segundo dados do Sindipeças. Outrossim, percebe-se que a falta na demanda de meios alternativos de locomoção é um agravante ao problema.
Urge, portanto, que indivíduos e instituições públicas cooperem para combater a falta de mobilidade nas grandes cidades, Cabe ao Ministério dos Transportes em conjunto com empresas privadas intensificar esforços, criando medidas específicas, como aumentar a área e qualidade da rede viária dedicada aos pedestres, criar um meio de transporte público de qualidade e integrado, informar a população da problemática por meio de mídias sociais e exibir modos alternativos de mobilidade dentro da cidade. Aos cidadãos, por sua vez, usar esses conhecimentos, se espelhando em modelos referências no assunto, como a Holanda que tornou a bicicleta seu principal meio de transporte. Assim observada a ação conjunta entre população e poder público, obtendo uma legislação adequada para a mobilidade urbana.