Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 03/11/2017
A mobilidade urbana no Brasil já é um dilema nacional. Em várias regiões brasileiras, principalmente nas grandes metrópoles, o crescente número de carros nas ruas e nas avenidas altera a qualidade de vida das pessoas. Entretanto, utilizar o transporte público é algo temido por muitos. De acordo com Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá, uma ação política é indispensável para melhorar os deslocamentos nas cidades.
A princípio, sabe-se que quanto mais veículos nas ruas, mais combustíveis fósseis são utilizados e mais polui-se o ar. Recentemente a reportagem da Revista Exame mostrou que o ar de São Paulo mata mais que acidente de trânsito e câncer de mama e que passar pelo menos duas horas exposto ao trânsito na capital equivale a fumar um cigarro. Logo, percebe-se que a desordem urbana além de afetar a vitalidade das pessoas aumenta os gastos com saúde pública.
Ademais, salva exceção da cidade de Curitiba, o transporte público do país é precário e inseguro. A exemplo disso, enquanto no Recife, terminais e ônibus lotados deixam os usuários insatisfeitos em São Paulo, mulheres são assediadas dentro de ônibus. Consequentemente, o inchaço dos ônibus afeta diretamente a qualidade de vida dos usuários tornando-os estressados e assim susceptíveis a doenças. Já as mulheres assediadas, perde toda dignidade ao passar por uma afronta desse tamanho.
Portanto, para encarar os desafios da mobilidade urbana, os paulistanos podem utilizar o aplicativo “carona solidária” para ir ao trabalho atitude está que reduziria os números de veículos circulantes e por consequência, reduziria a poluição do ar e afetaria menos a saúde deles. Logo, o governo estadual do Recife deve aumentar a frota de ônibus para evitar terminais cheios e ônibus com superlotação dando assim conforto e satisfação para quem usa esse meio transporte diariamente. E por fim, as empresas de ônibus em São Paulo poderiam preparar os cobradores para atentar aos assédios e assim conseguir delatar o suspeito com antecedência do ato de assédio e proporcionar desse modo segurança dentro do transporte.