Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 11/11/2017
Devido ao exôdo rural ocorrido no século XX os centros urbanos foram se formando de maneira inadequada, ou seja, sem um planejamento. O resultado disso tem gerado problemáticas que afetam diretamente a mobilidade contemporânea, visto que, as estruturas das cidades não estão adequadas ao nível do desenvolvimento atual. Neste contexto, há dois fatores que não podem ser negligênciados: a infraestrutura e a acessibilidade.
A infraestrutura é “deplorável” no Brasil diz Banco Mundial, o motivo para esse fato se dá pela insuficiência de investimentos na reurbanização do país. A bicicleta, por exemplo, poderia ser utilizada como meio de transporte alternativo, com o objetivo de otimizar a mobilidade em áreas urbanas, contudo, as ciclovias representam apenas 1% da malha viária no país. Todavia, seria indispensável refazer o planejamento e obras necessárias para o aprimoramento da infraestrutura.
Ainda convém lembrar a existência de uma lei que estabelece critérios para promoção de acessibilidade a portadores de deficiência nos espaços urbanos brasileiros. No entanto, estatísticas midiáticas mostram que apenas 4,7% das ruas do país têm rampas para cadeirantes, isto é, o Brasil se mostra insuficiênte no cumprimento da legislação e longe de oferecer a acessibilidade precisa.
Entende-se, portanto, que medidas são necessárias para solucionar os impasses que afetam a mobilidade urbana. Para isso é indispensável a atuação das prefeituras municipais em parceria público-privada para realização da reurbanização das cidades, podendo ser feito por engenheiro do tráfego com intuito de replanejar as vias e amplias as ciclovias. Ademais, o governo deveria efetivar a aplicação da lei que garante a acessibilidade aos portadores de deficiência, por meio do poder judiciário e ampliar a visibilidade da mesma através do poder de persuasão da mídia. Além de construir mais rampas que der acesso aos cadeirantes, garantindo dessa forma uma melhor mobilidade a sociedade.