Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 04/12/2017

No Brasil, o transporte individual, a exemplo de todo o sistema de transporte do país, foi dominado pela febre do automóvel desde a década de 1950, quando as grandes indústrias automobilísticas começaram a se instalar em território nacional, conjuminando na grande problemática atual da mobilidade urbana. Destarte, urge analisar as razões pelas quais a questão torna-se crescente, bem como suas consequências para o homem e o meio ambiente.

E fundamental pontuar, de início, que a situação capenga dos transportes coletivos colaboram para a imobilidade do sistema rodoviário. Ao contrário de países, como Estados Unidos, frança e Inglaterra, o Brasil não possui uma infraestrutura urbana com diferentes modais de transporte, tais como linhas de trens e metrôs. Ademais, existe a enorme discrepância em relação ao preço cobrado pelos passes em ônibus com péssima qualidade de serviço. Desse modo, não fica difícil entender as razões que levam os brasileiros adquirir o veículo próprio que, somado ao projeto rodoviário ineficiente, traz grandes problemas à sociedade como um todo.

Entre os problemas da (i)mobilidade urbana destacam-se as questões relacionadas à saúde e à natureza. Segundo o Ministério da Saúde, a enorme concentração de gases poluentes eliminados pela combustão dos veículos prejudicam o sistema respiratório humano e, se não bastasse, pesquisas recentes revelam queda da fertilidade humana como um dos efeitos da intensificação de partículas suspensas no ar. Outrossim, de acordo com o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), o uso em excesso de veículos e, consequentemente, do aumento de poluentes da combustão, intensificam fenômenos climáticos, como chuvas ácidas e ilhas de calor, o que oneram, ainda mais, a qualidade ambiental da região urbana. Portanto, é indubitável a necessidade da busca por melhorias no sistema de transportes do país, no intuito de erradicar a problemática da mobilidade urbana.

Levando em consideração os aspectos supracitados, é preciso que o Governo Federal, em parceria com o Ministério do Transporte, invistam em linhas de trens e metrôs, além de melhorar a qualidade do transporte realizado por ônibus, em prol de que as pessoas possam sentirem-se motivadas a fazer uso deste e o fluxo de veículos diminua. Concomitantemente, as Prefeituras podem realizar campanhas nas rádios comunitárias e emissoras de televisão instigando a população adotar práticas solidárias, como ofertar carona aos amigos e utilizar transportes alternativos, como a bicicleta, a fim de que seja superado o problema da mobilidade urbana, em benefício dos cidadãos e do meio ambiente.