Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 24/01/2018

Os desafios da mobilidade urbana

Com o governo de Jucelino Kubitsheck, em que houve a priorização de rodovias como malha de transporte de cargas, o Brasil recebeu uma herança histórica: hoje, 56% dos meios de transporte são voltados para a malha rodoviária. Entretanto, infelizmente, a mobilidade urbana contemporânea apresenta desafios: o número excessivo de carros particulares para ruas relativamente pequenas.

O Brasil, diferentemente da Europa, que investiu em metrôs ao longo de todo o continente; investiu nas concessionárias, aumentando, de acordo com o Denatran, 165 mil carros novos em 10 anos, gerando um inchaço no tráfego. Consequentemente, acarretando em problemas que muitos brasileiros enfrentam diariamente, como: os congestionamentos que podem durar quatro horas, a lentidão nas ruas e problemas de saúde, provocados pela grande inalação de gases poluentes e estresse.

Ademais, há a falta de investimentos públicos e manutenção das malhas urbanas, como: ruas esburacadas, famílias sem teto, calçadas quebradas e iluminação precária, que contribuem para a má fluidez do trânsito. Não só isso, como também a falta de melhorias nos transportes coletivos, que acabam sendo mais lentos e desconfortáveis,  pela falta de verba influenciam a população a procurar os outros meios de locomoção, como carros e motos, prejudicando a mobilidade urbana com um maior congestionamento.

Torna-se evidente, portanto, que a locomobilidade brasileira encontra-se precária. Em razão disso, cabe ao governo investir em transporte público de qualidade (direito de todo brasileiro) e promover campanhas que incentivem a população a adotar o transporte coletivo em detrimento do carro. Do ponto de vista individual, os cidadãos devem se mostrar favoráveis às recomendações estatais de evitar o transporte individualizado e se manter na cobrança por melhores direitos. Dessa forma, a questão da mobilidade será melhorada, beneficiando todos os cidadãos.