Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 04/02/2018

Um dos direitos básicos dos cidadãos brasileiros pela Constituição Federal é a garantia da locomoção pela área nacional. No entanto, com a ascensão citadina incessante, há grande problemática na execução dessa legislação, principalmente com a qualidade de vida comprometida, a qual é causada desde as doenças ocorridas pelo estresse e pela poluição, até os inúmeros acidentes de trânsito. Nessa perspectiva, é crucial interferir nesses quesitos, deixando de ser indiferente a eles.

Em análise histórica, a industrialização brasileira foi tardia, surgindo somente no século XX. Por conseguinte, com interesse na intensificação urbana, JK expôs novas mudanças, sendo uma delas a integração nacional pelo rodoviarismo. Mediante ao elencado, o país passou a evoluir, porém, sem maior atenção para o planejamento urbano, tal fato que, contíguo ao êxodo rural, fez o meio urbano chegar a ser ocupado por 85% dos brasileiros (dados IBGE), se transformando nessa compressão do trânsito.

Nesse sentido, percebe-se que, hodiernamente, há herança desse passado desorganizado, o que desencadeou, em principal com a migração pendular e a baixa qualidade do transporte público oferecido pelo Governo, o excessivo gasto de tempo nas rodovias, como por exemplo na cidade de São Paulo, onde os paulistanos, em média, passam 45 dias por ano dentro de seus veículos por causa de congestionamentos (dados Ibope). Todavia, isso deve servir para estimular mudanças, não sendo prudente ignorar.

Tendo o exposto em vista, é cabível ao Governo, por meio do Ministério das Cidades, reestruturar a organização urbana, desde a habitação, como consertar e construir calçadas, até o transporte, como incentivar o uso de bicicletas com a construção de ciclovias e ciclofaixas e subsidiar sistemas de transporte público, como ônibus, metrôs e trens. Ademais, à Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito caberia ampliar a fiscalização desse setor nos municípios, além de gerenciar a manutenção. Isto posto, as cidades seriam mais estruturadas, fazendo os deslocamentos acelerarem, a qualidade de vida melhorar e o direito do cidadão ser cumprido.