Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 14/02/2018

Um dos direitos básicos dos cidadãos brasileiros pela Constituição Federal é a garantia da locomoção pela área nacional. No entanto, com a ascensão citadina incessante, há grande problemática na execução dessa legislação, principalmente com a qualidade de vida comprometida, a qual é causada desde as doenças ocorridas pelo estresse e pela poluição, até os inúmeros acidentes de trânsito. Nessa perspectiva, é crucial interferir nesses quesitos, deixando de ser indiferente a eles.

Em análise histórica, a industrialização brasileira foi tardia, surgindo somente no século XX. Por conseguinte, com interesse na intensificação urbana, JK expôs novas mudanças, sendo uma delas a integração nacional pelo rodoviarismo. Deste modo, optando por essa opção mais rápida e com menor custo, a atenção para o planejamento urbano não foi dada, tal fato que, contíguo ao êxodo rural, fez 85% dos brasileiros ocuparem as cidades (dados IBGE), transformando as cidades nessa compressão do trânsito.

Nesse sentido, percebe-se que, hodiernamente, há herança desse passado desorganizado, tanto que o tempo gasto nas rodovias é realmente grande, a exemplo dos paulistanos, que passam, em média, 45 dias por ano no trânsito (dados Ibope). Contudo, isso se deve a pouca ocupação do precário transporte público, como o ônibus, que transportaria, em média, 80 pessoas, às quais, geralmente, optam por ir em seus próprios carros, que, juntos, ocupam excessivamente mais espaço que ocuparia o ônibus com todos eles. Assim, vê-se que é indispensável resolver essa problemática.

Em virtude disso, cabe ao Governo, por meio do Ministério das Cidades, reestruturar a organização urbana, desde a habitação, como consertar e construir calçadas, até o transporte, como incentivar o uso de bicicletas com a construção de ciclovias e subsidiar sistemas de transporte público, como ônibus e metrôs. Ademais, à Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito caberia ampliar a fiscalização desse setor nos municípios, além de fazer a manutenção. Isto posto, os deslocamentos e a qualidade de vida seriam melhores e o direito do cidadão seria cumprido.