Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 10/04/2018

Embora hoje em dia o acesso aos meios de transporte seja mais fácil, uma mobilidade eficiente está cada vez mais difícil. Se por um lado tem-se o acúmulo de transportes individuais; por outro, há a falta de qualidade e conexão do transporte público. Além disso, a densidade da população nas grandes cidades também conta. Portanto, há que se avançar sobre esse assunto, para que se chegue a uma solução.

Devido a concessão de mais créditos pelo governo nos últimos anos, muitos da sociedade puderam adquirir seu próprio carro. Ter o próprio automóvel, trás sim certos benefícios: economiza tempo, flexibiliza horários, goza de mais conforto e segurança, vai para onde e quando quiser e transporta diversos materiais essências a rotina. Então, não é à toa, que o número de transportes particulares vem crescendo e dificultando o trânsito.

Além disso, a falta de qualidade e conexão do transporte público, desestimula o seu próprio uso. Se da ‘‘direita’’ tem-se: desconforto, superlotação e atrasos. Da “esquerda”, deparamos com a falta de integração entre os diferentes tipos de modais de transportes coletivos. Dependendo da trajetória, essa conexão é incompleta, é falha ou não se ajusta. Logo, faz compensar o uso da própria condução, o que contribui ainda mais para o ‘‘afogamento’’ do tráfego.

Acrescenta-se também que o grande número de habitantes nas cidades, exige mais transportação, mais deslocamento, mais carregamento. E tudo isso ainda, se sustenta em grande parte, de cima de uma urbanização mal estruturada, com crescimento desordenado e sem planejamento. Um grande exemplo é a cidade de São Paulo, que cresceu de forma ‘’espontânea’’, sem projeto algum, diferentemente de Brasília. Consequentemente isso se traduz em baixas velocidades e engarrafamento.

Por isso, a melhora da mobilidade urbana deve ser feita por partes. O Governo, por meio de projetos, obras e investimentos poderia atuar na expansão de estruturas que integrem as diferentes modalidades de transporte. Claro que, de maneira planejada. Potencializando assim, a comunicação organizada e harmônica entre o uso rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário. E consequentemente ter o alívio do translado. Paralelamente, o Governo também poderia conceder incentivos fiscais a empresas de carregamento que otimizarem suas prestações de serviços, tal como: oferecer mais horários de linhas, mais veículos, mais conforto. Atraindo assim, grande parte das pessoas a usarem as conduções coletivas existentes. Quem sabe assim, a sociedade terá uma deslocação mais justa e ágil.