Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 19/10/2024

Em 1516, o filósofo Toma More teve grande notoriedade na literatura mundial com sua obra “Utopia”, na qual o autor cria uma ilha imaginária que se destaca pe-la ausência de infortúnio, ou seja, um lugar perfeito, harmônico, sem criminalidade. Contudo, fora do parâmetro ficcional, observa-se que, infelizmente, essa fábula contrasta com o contexto social vigente do país, visto que os desafios da mobilidade urbana no Brasil é uma causa plausível para se discutir. Dessa forma, é notório que fatores, como o precário sistema educacional brasileiro e também o posicionamento do Estado dinte desse infortúnio, têm contribuido para esse cenário.

A princípio, observa-se que o modelo educacional brasileiro é conteudista, nesse sentido, mecanizado. Essa forma de ensino, segundo o educador Paulo Freire, esti-mula apenas a competividade entre os estudantes. Desse modo, os conceitos de cidadania e participação social deixam a desejar na formação educacional dos jovens brasileiros, os quais, ausentes de uma educação que estimule o pensamento crítico, acabam, muitas vezes, não dando a atenção necessária ao quesito mobilidade, visto que, por lei, todos tem o direito a uma boa locomoção.

Em segundo plano, o posicionamento do Estado também cumpre papel relevante para a acessibilidade da mobilidade urbana no Brasil, pois, apesar de haver na Constituição Federal de 1988 o direito ao livre arbítrio, muitos indivíduos que fazem o uso da mobilidade urbana acabam usando essa lei de forma inadequada, praticando atos que não favorecem sua forma de transição nos centros urbanos.

Fica evidente, destarte, a necessidade que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar com a mobilidade urbana. Para isso, o Ministério dos transporte do Brasil deverá, junto às escolas, desenvolver projetos educacionais nos ensinos médio e infantil, como a semana da acessibilidade a mobilidade urba-na, com estudos de casos e peças teatrais que possam conscientizar os jovens a sair desse mundo fictício, assim como dizia o filósofo Tomas More.