Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 01/03/2018
Desde o início da Revolução Industrial, até os dias de hoje, o êxodo rural teve protagonismo no processo de urbanização, do qual estimulou o inchaço urbano — crescimento desordenado das cidades — que em contrapartida está associado aos problemas sociais e de infraestrutura. Desse modo, a necessidade de transportes públicos para uma boa mobilidade urbana se tornou um desafio para os brasileiros, visto que há pouco investimento nessa área e, por conseguinte, um transporte precário.
De acordo com a física newtoniana, dois corpos não ocupam o mesmo lugar. No entanto, o que é mais observado nas cidades, como São Paulo, são ônibus e metrôs superlotados que contrariam a física clássica. Visto isso, as problemáticas dos transportes públicos se tornam evidente e, por esta e outras razões, a população procura evitar o transporte coletivo e optam por seus carros particulares. Porém, quanto mais carros nas ruas, maior será a poluição e, por consequência, o aquecimento global transforma-se num impasse. Apesar do Brasil ter se comprometido, no Acordo de Paris, a reduzir 43% das emissões de carbono até 2030, nas últimas décadas com o aumento de veículos, os lançamentos de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera cresceu em até 192%, segundo o relatório elaborado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema).
Portanto, para que a sociedade tenha uma mobilidade urbana de qualidade, cabe ao Governo Federal investir no transporte público, de modo que haja uma redução do tráfego de veículos poluentes. Uma outra iniciativa, comandada pelas grandes empresas automobilísticas, é o investimento em tecnologia de automóveis elétricos, com o intuito de diminuir a emissão do carbono. Já no meio social, programas socioculturais preocupados com o meio ambiente, deve conscientizar a população a usar transportes alternativos, como a bicicleta, e ao uso racional do carro. Afinal, conforme o filósofo Confúcio afirmava, “não corrigir nossas falhas, é o mesmo que cometer novos erros.”