Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 08/03/2018

Criada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura o direito de ir e vir do cidadão. Entretanto, vê-se que na prática a sociedade brasileira vem enfrentando dificuldades para usufruir desse direito. Por consequência da escassez de transportes públicos de qualidade e do aumento no número de veículos individuais, a mobilidade urbana se torna cada vez mais problemática no Brasil.

Segundo dados do Instituto de Energia e Meio Ambiente, a emissão de dióxido de carbono (CO2) por veículos cresceu em 192% no Brasil nas duas últimas décadas. Isso mostra que o aumento do uso de transportes individuais além de causar congestionamentos e acidentes de trânsito, ainda prejudica o meio ambiente e a saúde da população graças a poluição.

Carros e motos são vistos como um sonho por muitos. A mídia, com seu apelo ao consumo, reforça a ideia da necessidade de possuir um veículo. A precarização dos transportes públicos também auxilia na predileção por transportes individuais, tendo em vista que, além de muitas vezes serem superlotados, as tarifas do transporte não condizem com a qualidade  do serviço entregue a população. Ademais, a falta de ciclovias diminui o uso das bicicletas como meio de transporte nas grandes cidades.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse atual. Primeiramente, a União através da arrecadação de impostos deve repassar verbas aos governos estaduais para o investimento em transportes coletivos e ciclovias, dessa forma, além de beneficiar aqueles que já fazem uso dos mesmos, ainda incentiva aqueles que usam veículos particulares a aderirem ao uso de transportes mais conscientes. A longo prazo, o Ministério da Saúde, com o apoio da mídia, deve criar campanhas para informar a população dos benefícios do uso das bicicletas para a saúde e para o meio ambiente. Com a tomada dessas medidas, além da melhoria na mobilidade urbana, haveria uma melhora na qualidade de vida de toda a população.