Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 10/03/2018
Na década de 50, período em que o Brasil foi governado por Juscelino Kubitschek, o chefe do poder executivo adotou como uma das principais medidas o massivo investimento em indústrias automobilísticas, concomitantemente à construção de rodovias. essa atitude governamental reflete diretamente no atual cenário da mobilidade urbana do país, o qual tem como principais desafios o excesso de veículos nas cidades e a ineficiência do transporte público. Logo, é imperativo a ação conjunta entre poder público e coletividade objetivando melhorar a mobilidade urbana no país.
A princípio, o excesso de veículos nas cidades, especialmente nas metrópoles, é um fator determinante para esse alarmante cenário. Isso se deve, em grande medida, aos incetivos fiscais do governo, o que causou um “boom” de automóveis nas últimas décadas. No entanto, o super aumento de veículos não foi acompanhado, na mesma proporção, pela melhora da infraestrutura urbana, o que ocasiona em congestionamentos diários. Por conta disso, tornou-se comum os brasileiros passarem horas no trânsito, tempo esse que poderia ser utilizado para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, como através da prática de atividades físicas, estudos, entretenimento e relações interpessoais.
A ineficiência do transporte público é outro fator que corrobora para essa conjuntura caótica. Devido à superlotação de ônibus e metrôs, somado à insegurança e aos altos custos das passagens desses meios de transporte, os cidadãos, com muitas frequência, optam pelo transporte automotivo particular, o que aumenta cada vez mais o número de automóveis nas cidades do país. Dessa maneira, é papel do corpo social reivindicar alternativas governamentais que visem uma mobilidade pública fluida e eficiente.
A diminuição da quantidade de veículos circulantes e o aperfeiçoamento do transporte público são, portanto, soluções para melhorar a mobilidade urbana no Brasil. Para tanto, as prefeituras, com aporte financeiro do Governo Federal, devem aumentar os impostos para compra de carros e, simultaneamente, oferecer incentivos à aquisição de bicicletas, bem como a construção e manutenção de ciclovias, a fim de diminuir o número de carros nas ruas e, consequentemente, desafogar o trânsito. Ademais, os contribuintes devem, através de manifestações e petições públicas, reivindicar um maior direcionamento dos impostos ao transporte público, visando não só a reforma e o aumento das frotas de ônibus e metrôs, mas também a diminuição dos preços das passagens. Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, o país, no que tange à mobilidade urbana, certamente alcançará a ordem e o progresso estampados na bandeira brasileira.