Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 15/03/2018

Desde o governo de Juscelino Kubitschek até os dias atuais, o meio de transporte rodoviário predomina no Brasil. Esse modelo de deslocamento aumentou ainda mais com a urbanização e a precariedade do transporte público. Os efeitos que esse aumento causa na sustentabilidade do planeta e na qualidade de vida da população é um dos principais impasses a ser solucionado na sociedade atual.

Devido ao êxodo rural e ao fenômeno da verticalização das cidades é notável a aglomeração de pessoas nos centros urbanos. Por conseguinte, essa população precisa se deslocar para diversos pontos, e a forma, geralmente, optada para tal ato são os automóveis individuais. Os fatores que estimulam essa preferência são os incentivos fiscais concedidos pelo governo e a forte publicidade da indústria automobilística, em conjunto com a precariedade do transporte público. Ademais, as altas tarifas da condução pública e seu baixo retorno em benefício e conforto desestimulam seu uso por grande parte da população.

Por consequência disso, o grande número de carros gera congestionamento e prejudica principalmente os trabalhadores que se movimentam pendularmente, isto é, trabalham longe de suas residências. Essas pessoas são afetadas com a perca de horas no trânsito, comprometendo seu tempo de descanso e sua produtividade no mercado de trabalho. Além disso, esses automóveis utilizam como fonte energética combustíveis fósseis, afetando a sustentabilidade do planeta e provocando problemas ambientais.

Portanto, medidas são necessárias para a solução do problema. É preciso investimentos públicos e privados para aumentar a infraestrutura no transporte, com a ampliação de metrôs e ciclovias, interligando os principais pontos da cidade. Além do incentivo pelo Ministério dos Transportes ao aproveitamento de rios para transportar mercadorias, em cidades que possuam tal recurso e a ampliação das faixas exclusivas para ônibus. Só assim pode-se obter a perspectiva de atenuar a questão.