Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 06/01/2025
A Constituição Federal de 1988 — norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro — assegura os direitos e o bem-estar da população. Entretanto, quando se observa à deficiência do transporte público brasileiro, verifica-se que esse preceito é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Diante disso, é evidente que a problemática ocorre em virtude da ausência de medidas governamentais e da falta de investimento no transporte coletivo no país.
Sob esse viés, é imprescindível destacar o desleixo do Estado como um dos maiores desafios para combater lacunas presentes no sistema de transporte público do país. Nesse sentido, de acordo com o celébre filósofo Maquiavel, o principal objetivo do governante é a manutenção do poder e não a promoção do bem comum para todos os cidadãos. Nesse prisma, há uma negligência do Estado, que é materializada na escassez de medidas governamentais que visem um transporte público de qualidade e de acesso para todos os cidadãos. Além disso, a federação carece com diversas lacunas presentes no sistema de transporte público brasileiro, como por exemplo, a má qualidade dos veículos e serviços prestados por empresas de mobilidade urbana. Ademais, é válido enfatizar, que o alto custo de locomoção acaba ocasionando uma crise de mobilidade urbana.
Outrossim, é necessária mencionar a carência de investimentos públicos como um dos fatores contribuintes para o óbice em questão. Partindo desse pressuposto, de acordo com o filósofo Karl Marx, a base de uma sociedade capitalista é o capital. Nesse sentido, para ser resolvidos os problemas dentro do contexto capitalista, faz-se necessário investimentos financeiros. No entanto, existem lacunas de investimento financeiros nos transportes públicos do país, uma vez que o Estado realiza manutenções efetivas nos seus veículos de locomoção pública e também não realiza devidamente as compras de novas frotas para o transporte público.
Portando, é necessária a intervenção do Estado com a criação de medidas estratégicas para solucionar o impasse. Tais medidas devem ser tomadas pelo Ministério de Transporte — cuja função é garantir o acesso ao transporte público e de qualidade para todos — deve realizar investimentos através da aquisição de novos veículos, a fim de obter melhorias no transporte público.