Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 20/03/2018

O direito de ir e vir nas cidades é garantido aos cidadãos brasileiros pela Constituição Federal, haja vista a importância da mobilidade como um constituinte da dinâmica urbana. No entanto, esse direito não tem sido efetivamente logrado pela população, seja por questões histórico-culturais, seja pela má infraestrutura do transporte coletivo e de ruas e avenidas.       Primeiramente, é válido ressaltar que é excessiva a quantidade de veículos particulares nas ruas, o que tem raízes históricas. O governo de Juscelino Kubitschek foi marcado por incentivos à indústria automobilística, que passou a produzir carros em um ritmo acelerado. Nesse ínterim, delineou-se uma cultura do automóvel, na qual a posse de um carro confere certo status social ao indivíduo. No entanto, essa cultura é perigosa, uma vez que o número de automóveis nas ruas tende a aumentar cada vez mais, dificultando o trânsito e prejudicando o meio ambiente.              Além disso, o transporte público brasileiro é precário, fato que, associado à cultura do automóvel, contribui para a opção dos indivíduos pelos veículos particulares. A maioria dos ônibus e metrôs apresenta problemas com ventilação e segurança, o que pode ser comprovado pelos frequentes casos de assédios e assaltos noticiados pela mídia.

É notória também a má infraestrutura de ruas e avenidas, que possuem buracos e degraus altos. Além de prejudicarem motoristas e pedestres, tais fatores tornam o espaço urbano segregacionista, uma vez que deficientes físicos e idosos são os mais afetados.

Portanto, a mobilidade urbana no Brasil é marcada por graves problemas que devem ser urgentemente solucionados. Cabe aos governos das grandes cidades a instituição de rodízios de carros nas ruas, levando em conta o número das placas para definir o dia da semana em que o veículo pode transitar. Ademais, o Governo Federal deve disponibilizar recursos para a reforma de ônibus e metrôs, com a instalação de ar condicionado e mais câmeras de segurança. Assim, os brasileiros estarão mais próximos da garantia de um direito fundamental.