Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 21/03/2018
Em meados do século XII, no decorrer da Baixa Idade Média, a ascensão do comércio iniciou o processo de desintegração do feudalismo, provocando o êxodo rural. Este foi intensificado posteriormente com o advento da revolução industrial corroborando a existência de uma alta densidade demográfica nos centros urbanos, superior àquela que a infraestrutura pode suportar. Diante de tais acontecimentos, várias leis constitucionais foram desrespeitadas, a exemplo da garantia do direito de ir e vir. Nesse contexto, faz-se necessário discutir como a mobilidade urbana é violada e seus consequentes efeitos sociais.
Em uma análise inicial, é preciso considerar que os transporte coletivo brasileiro, a exemplo dos ônibus, não oferece uma boa qualidade aos seus usuários. Diante disso, nota-se que muitos cidadãos optam por investir mais capital e adquirir um veículo próprio, fato que, entretanto, incentiva o surgimento de congestionamentos nas metrópoles. Além disso, verifica-se a ausência de muitos recursos para minorias, como a falta de rampas para cadeirantes e semáforos sonoros para surdos. Tais situações ratificam a violação do direito de ir e vir, o que provoca transtornos para a população.
Entre várias destas dificuldades enfrentadas pelas pessoas na falta de garantia da lei mencionada, destacam-se os desafios para chegar ao local de trabalho ou estudo. Quando isso acontece, é comum o surgimento do estresse na medida em que as pessoas perdem muito tempo todos os dias no trânsito. Nesse contexto, é importante salientar que o desgaste emocional dos indivíduos compromete todas as ações da pessoa, pois altera as questões hormonal e psicológica, e consequentemente pode deixá-la mais propensa a irritabilidade, ansiedade e até mesmo a depressão.
Diante do exposto, infere-se a necessidade de novas medidas por parte do governo. Inicialmente, é necessário melhorar a qualidade dos veículos públicos para que mais pessoas optem por utilizá-los em vez dos individuais. Além disso, é importante a construção de rampas para deficientes físicos, semáforos sonoros para surdos e pisos táteis para cegos. Ademais, é imprescindível diversificar a matriz de transportes com o intuito de minimizar os congestionamento, o que pode ser feito por meio da ampliação do sistema de metrôs em todos os grandes perímetros urbanos. Dessa forma, será possível reverter o cenário atual, e o Estado poderá de fato garantir o cumprimento do direito de ir e vir.