Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 22/03/2018

Uma boa composição da mobilidade urbana é essencial para o desenvolvimento de uma cidade, otimizando aspectos como bem estar social, sustentabilidade e segurança. Porém, no Brasil, o planejamento urbano é desproporcional ao crescimento populacional, resultando em congestionamentos, superlotação e má qualidade dos transportes públicos e, ainda, poluição ambiental.

Em primeiro lugar, é interessante ressaltar que a situação da mobilidade urbana no Brasil é herança da política rodoviária, grande responsável pela priorização desse modal de transporte. Com isso, malhas metroviárias, hidrovias e ciclovias não obtiveram espaço para desenvolver-se,  diminuindo as opções de locomoção para os cidadãos. Ademais, o incentivo à aquisição de veículos de passeio gerou saturação das rodovias e sucateamento das linhas de ônibus.

Entretanto, é necessário entender que a mobilidade urbana não diz respeito somente ao fluxo de automóveis. Em uma cidade, deve haver uma integração entre pedestres, espaço público, áreas verdes e meios de transporte. Ou seja, é necessário levar em consideração os elementos naturais e artificiais do sistema urbano para garantir sua eficácia. Sobretudo, a preservação ambiental é urgente, visto que, raramente é compensado o desmatamento agressivo nas cidades, tendo como consequência o agravamento do efeito estufa e fenômenos como chuvas ácidas e inversões térmicas.

Fica evidente que a falta de alternativas de transporte e a garantia do bem estar social são desafios a serem elucidados. É dever, portanto, do Ministério de Transporte estudar a demanda total dos sistemas urbanos brasileiros, e elaborar projetos eficientes, que aliem desenvolvimento e sustentabilidade. As medidas paliativas, como o rodízio de carros ou incentivo as caronas solidárias, são eficazes, mas devem ser acompanhadas de projetos de longo prazo, como construção de novas vias e atualização dos sistemas de controle de tráfico.