Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 23/03/2018
Nos gibis, o herói Superman tem a capacidade de voar, e devido a esse talento ele pode se locomover rapidamente para salvar pessoas em perigo. Fora dos quadrinhos, a realidade é outra no Brasil, visto que os seres humanos não podem voar e encontram nos automóveis seu principal meio de locomoção. Todavia, a priorização desse modelo de transporte geram consequências impactantes na qualidade de vida da população e para o meio ambiente, tornando-se imprescindíveis o entendimento de suas verdadeiras causas para resolver a problemática.
É indubitável que a dificuldade para se deslocar nas cidades urbanas é reflexo do passado. Durante o governo JK, devido a priorização do modelo de transporte rodoviário, o Brasil assistiu à entrada de empresas do ramo automobilístico em seu território. Entretanto, ao tomar essa decisão econômica, o presidente não imaginava que ela afetaria profundamente a vida da população urbana brasileira de gerações vindouras. Atualmente, a motorização individual não para de crescer nas metrópoles. O efeito desse aumento acaba gerando enormes engarrafamentos e, destarte, atrasos nas atividades cotidianas. Ademais, o aumento da frota de veículos gera um aumento significante na emissão de CO2, contribuindo para a intensificação do efeito estufa e resultando no agravamento do aquecimento global.
Contudo, a problemática está distante de chegar a um desdobramento final. A falta de planejamento nas estruturas das cidades para agregar grandes quantidades de veículos e a precaridade dos transportes coletivos influenciam na causa. Outrossim, a segregação socioespacial ajuda a intensificar o problema, pois uma parte significante da população reside nas periferias e tem que se deslocar diariamente para os centros urbanos, onde estão concentrados grandes partes dos empregos. Desse modo, essas pessoas acabam ficando mais tempo no trânsito e, consequentemente, ajudam a agravar a atual crise de locomobilidade urbana.
Fica claro, portanto, que a crise da mobilidade urbana impacta a vida de muitos brasileiros e do meio ambiente, e por isso precisa ser combatida. Como forma de garantir isso, cabe ao governo aumentar os empregos nas áreas periféricas, por meio da criação de obras públicas para empregar a população local, feito isso ela não precisará ter que se deslocar grandes distâncias para trabalhar e ainda contribuirá para a melhoria dessas áreas. Além disso, o Ministério dos Transportes deve investir em transportes em massa, criando faixas exclusivas para ônibus e aumentando as malhas ferroviárias, além de realizar melhorias nesses transportes coletivos, os tornando mais agradáveis e cômodos para a população. Assim, estará incentivando a população a priorizar o transporte coletivo, evitando congestionamento e diminuindo a poluição.