Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 31/03/2018
O problema da mobilidade urbana no Brasil cresce desde a metade do século XX, com os investimentos na área automobilística, bem como no modal rodoviário. Tais fatos contribuíram para o êxodo rural, provocando a macrocefalia urbana em muitas cidades, sobretudo do sudeste, principal polo econômico e industrial do país. Esse crescimento anômalo, gerado pela ampliação das rodovias, uso de transportes movidos a combustíveis fósseis, altas taxas de densidade demográfica, além de criar entraves para a circulação das pessoas, causa diversos impactos ambientais.
Com efeito, a metropolização desordenada e sem planejamento é um grande caos para a população, que tem de conviver diariamente com quilômetros de congestionamento e transporte público superlotado. Nos dias de chuva, constata-se que a mobilidade fica ainda mais comprometida em razão das enchentes e inundações, que, embora sejam consequências da urbanização acelerada, estão atreladas ao saneamento precário, ao lixo que a sociedade despeja nas ruas e à falta de manutenção constante.
Ademais, os componentes envolvidos na mobilidade urbana ocorrida nas grandes metrópoles maximiza os problemas ambientais, tendo em vista a utilização contumaz de fontes de energias não-renováveis. Segundo os dados do Sistema de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), referentes a 2016, houve um aumento de 4% no consumo de gasolina em veículos leves, enquanto o etanol caiu 10% na comparação com o ano anterior. Isso prejudica a saúde das pessoas e o ecossistema.
Destarte, para minorizar os problemas da mobilidade urbana, convém ao Estado investimentos no modal ferroviário, implantando mais linhas férreas e trens à disposição da população, a fim de transportar elevada capacidade de pessoas, não obstante a construção de corredor exclusivo de ônibus - movido à fonte de energia renovável -, visando diminuir o engarrafamento, gerando agilidade e menos poluição. Cabe à sociedade a conscientização, mediante material educativo, da imprescindibilidade do uso do transporte público e das bicicletas, objetivando um trânsito mais fluido e sustentável.