Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 27/03/2018

Desde a invenção da locomotiva a vapor no século XVIII, durante a Primeira Revolução Industrial, o homem segue avançando e evoluindo tecnologicamente os meios de transporte. Da mesma forma, também são crescentes os índices de congestionamento e de poluição atmosférica. Tornando a mobilidade urbana no Brasil um assunto pertinente a discussão.

É fato que no Brasil o transporte público é de péssima qualidade. O que, indubitavelmente, influencia o crescimento do número de carros no trânsito. No entanto, essa elevada e crescente quantidade de veículos automotores causa várias complicações. Como o congestionamento, principalmente nas metrópoles e o aumento da poluição atmosférica, causada pelos gases poluentes emitidos da combustão dos motores dos automóveis. Além disso, a falta de planejamento urbano contribui ainda mais para os engarrafamentos que consomem o tempo e a paciência da população.

De certo, pode-se afirmar que desde a invenção do automóvel em 1885 até os dias atuais, o carro está diretamente associado ao status social do homem. De acordo com Thomas Hobbes, a natureza humana é naturalmente competitiva. Logo, os homens estarão sempre tentando superar uns aos outros. Dito isso, relaciona-se o status com o consumismo. Haja vista que a cultura do carro vem cada vez mais influenciando a população da necessidade, sobretudo social, de se obter um veículo automotor. Todavia, deveria-se aumentar os incentivos e os meios de tornar o uso do carro dispensável.

Isto posto, podemos concluir que a mobilidade urbana no Brasil tem muitos pontos que precisam ser estudados com atenção para serem aprimorados e reparados. Portanto, há algumas medidas que devem ser tomadas. Primeiro, quanto ao transporte público, é imprescindível o governo investir na melhoria da qualidade dos coletivos, proporcionar a integração dos diferentes sistemas de transporte, como os ônibus, os metrôs, as ciclovias e etc. interligando-os e organizando as áreas de estacionamento de bicicletas, aperfeiçoar as ciclovias, encorajar programas como a carona solidária e restringir o uso excessivo do automóvel implementando pedágios urbanos nos centros metropolitanos para carros individuais. Destarte, para o planejamento urbano, é recomendado inserir o conceito de cidade compacta, que consiste na reorganização do espaço, aproximando o trabalho, o estudo, o lazer e a moradia, no intuito de diminuir a necessidade do uso de veículos automotores, motivando o uso de bicicletas. Por conseguinte da baixa utilização de carros, teria-se a diminuição dos congestionamentos e das emissões de gases poluentes na atmosfera. Outrossim, é preciso também, conscientizar a população quanto ao consumismo, divulgando e montando campanhas que mostrem os efeitos do consumismo para o meio ambiente, e incentivando a redução, a reutilização e a reciclagem.