Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 04/04/2018

A crítica acessibilidade urbana no Brasil

De acordo com o PDDU -Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, entende-se que a mobilidade urbana está atrelada à capacidade de deslocamento de pessoas no espaço urbano, de modo confortável e seguro. Entretanto, na prática, a mobilidade urbana no Brasil é ruim e dificulta o acesso de diversas pessoas. Nesse contexto, deve-se analisar os congestionamentos nas grandes cidades e a dificuldade de deslocamento dos deficientes físicos.

Em primeiro plano, o alto índice de carros na estrada ao mesmo tempo e a ausência de transporte público eficiente são os motivos para o congestionamento das grandes capitais. Segundo a revista exame, a cidade do Rio de Janeiro é a terceira mais congestionada do mundo. Diante disso, a livre circulação de pessoas é prejudicada, pois o grande número de carros dificulta o tráfego desses centros, visto que o transporte público, para quem tem carro é a última opção devido à péssima qualidade e a superlotação.

Outrossim, as pessoas que possuem algum defeito físico encontram diversos empecilhos para se locomover. No Brasil, conforme o IBGE, cerca de 15% da população brasileira porta alguma deficiência. De fato, esse grande grupo se encontra privado em direito à acessibilidade. Com calçadas desniveladas, ruas sem acesso e semáforos quebrados, deficientes -como, os visuais e principalmente os cadeirantes- são diretamente prejudicados e ficam sem acesso livre.

Infere-se, portanto, que a questão da mobilidade urbana no Brasil precisa ser revisada. Em razão disso, o Governo Federal, juntamente com a Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade, devem investir em transporte público, otimizando e qualificando esses transportes, para que os passageiros se sintam confortáveis e optem pelo transporte público ao invés do carro.Com esse investimento pesado, o Brasil poderá equiparar-se ao transporte público da Dinamarca, que prioriza o mínimo de carros. Além disso, para democratizar a acessibilidade, ou seja,o direito de ir e vir dos deficientes, o Estado deve reformar a infraestrutura urbana e modernizar os acessos. Dessa forma, o Brasil efetivará o que está escrito no PDDU.