Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 04/04/2018
A mobilidade urbana é a condição criada para as pessoas se locomoverem entre as diferentes zonas de uma cidade. Entretanto, essa mobilidade vem se tornando cada vez mais um problema para as grandes cidades do Brasil. Nesse contexto, cabe avaliar como a precariedade nos transportes públicos e a dificuldade de locomoção de periféricos afetam diretamente na problemática vigente.
Sob um primeiro enfoque, a falta de investimentos nas frotas públicas está intrinsecamente ligada à superlotação e, consequentemente, ao seu péssimo estado de conservação, visto que a quantidade de veículos disponíveis não supre a demanda populacional. Logo, a oferta de transportes individuais se perfaz, pois não há nada melhor que se locomover nas ruas da cidade com segurança e conforto. Em detrimento disso, tem-se a vida urbana lotada de locomotivas, o que gera engarrafamentos e impasses cotidianos.
Em paralelo, as dificuldades de locomoção afetam no rendimento e saúde psicológica de cidadãos das grandes cidades. De acordo com a bióloga e pesquisadora Mércia Soares, em estudo na revista Science, em torno de 70% dos trabalhadores que vivem longe do seu local de trabalho demonstram cansaço no emprego e altos níveis de estresse. Em seguimento disso, devido a esses problemas cotidianos, poderá se ter uma população sobrecarregada e com problemas psíquicos, como ansiedade de depressão.
Destarte, diante dos fatos supracitados, é necessário que representantes do executivo e legislativo trabalhem em conjunto, em prol da liberação de verbas para investimentos no setor, de modo que haja decência e eficácia no serviço oferecido ao cidadão. Concomitantemente, devem ser construídas ciclovias nas malhas rodoviárias, com o intuito de criar outras formas de locomoção acessíveis para moradores de áreas mais periféricas que se encontram longe de seus locais de trabalho. Assim, poderá se reverter a péssima mobilidade urbana no país.