Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 04/04/2018

Progresso Sustentável

Mobilidade Urbana refere-se as condições de deslocamento da população no espaço das cidades. A baixa qualidade do transporte público e o crescente número de automóveis nas ruas, principalmente nos grandes conglomerados populacionais, contribuem para o caos no tráfego brasileiro. Estudos apontam que em média uma pessoa leva 2 horas e 20 minutos, por dia, de casa até o trabalho.

O modelo histórico de organização do espaço brasileiro não colabora para a mudança de cenário. Ao longo do século XX, com o êxodo rural, o processo de urbanização ocorreu de forma muito rápida, sem qualquer organização, acarretando na superlotação das cidades, sem a devida infraestrutura. Além do mais, a herança rodoviarista do Brasil gerou um acúmulo de investimentos nesse tipo de transporte, em detrimento de outras formas de locomoção. Isso ocasionou o aumento da presença de automóveis pesados, como caminhões, dificultando mais ainda o escoamento do trânsito.

O excesso de veículos gera o aumento da poluição, além de problemas estresse em decorrência do tempo gasto no transito. Os fenômenos conhecidos como ilhas de calor tornam-se cada vez mais frequentes. Ele consiste na alta temperatura nos grandes centros urbanos, enquanto nas áreas rurais no entorno, as temperaturas permanecem normais. Isso ocorre devido à combustão interna dos veículos que influi diretamente no aumento da temperatura. A cidade de São Paulo é considerada uma ilha de calor.

Outro fator preocupante é a constante exposição das pessoas à poluição, proveniente da queima dos combustíveis fósseis. Podendo-se acarretar em complicações na saúde, como problemas respiratórios, cardíacos e até mesmo o desenvolvimento de câncer.

Algumas medidas já foram tomadas, como o rodízio de automóveis e a construção de rodovias. Porém, especialistas dizem que não há previsão de melhora no transito enquanto as providências privilegiarem o uso de transportes individuais. Sendo assim, deve-se investir em transportes de massa. Não somente aumentar o número de ônibus e metrôs para evitar a superlotação, mas também, garantir sua qualidade. Incentivar o uso da bicicleta por meio de políticas públicas que valorizem as ciclovias e as ciclofaixas. Como disse o dramaturgo George Bernard Shaw: “O progresso é impossível sem mudanças.”