Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 05/04/2018
As revoluções industriais trouxeram consigo modificações relevantes. Entre elas, encontra-se a produção de veículos individuais, cujo pioneiro foi Henry Ford. A utilização majoritária do modal rodoviário e os engarrafamentos frequentes, aliadas à poluição gerada pelos meios de transporte terrestres, colocam em questão discussões acerca a mobilidade urbana.
Análogo ao êxodo rural promovido pelo cerne da industria na Inglaterra, tem-se hoje o inchaço das cidades em decorrência ao desenvolvimento econômico urbano. Com o acúmulo de indivíduos e o índice de 76% do uso de carros pesados para o escoamento de produtos industriais, a obstrução das ruas se intensifica, principalmente nos grandes centros comerciais.
Ademais, a emissão de gases poluentes por partes dos automóveis, que totaliza 32% da população total do Brasil, torna-se um risco à saúde pública, considerando-se a manifestação e agravamento de doenças respiratórias, como dito pelo médico Dráuzio Varela.
Dito o exposto, a sociedade e as autoridades máximas devem se atentar à importância do esclarecimento a respeito do fluxo de indivíduos e automóveis na cidade. Para isso, cabe ao Governo Federal desenvolver métodos de melhorias no transporte público e na infraestrutura das cidades, afim de incentivar o uso desse meio de locomoção, bem como de meios alternativos, como bicicletas. Além das incumbências de divulgação direta dos filtros bloqueadores de poluentes e da propagação de informações ligadas aos malefícios da poluição do ar, relacionada às mídias. Por fim, explica-se através de Durkheim, a obrigação do estado de suprir as necessidades dos indivíduos para a resolução dessa problemática.