Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 05/04/2018
Irreverente, intenso e preocupante. Assim se configuram os problemas de mobilidade urbana no Brasil. Nesse bojo, é indubitável que, além da falta de planejamento das cidades, a péssima qualidade do transporte público constitui um dilema social vigente na atual realidade brasileira. Por isso, o combate a este transtorno deve ser considerado uma meta coletiva, urgente e irrevogável.
Após o processo de industrialização promovido na Era Vargas, o êxodo em busca de melhores condições de vida acarretou um crescimento desordenado das zonas urbanas. Por conseguinte, construções não planejadas e mal feitas impossibilitam a ação dos transportes públicos principalmente nas áreas periféricas, nas quais, hoje, se encontram 29% da população do Brasil, segundo o IBGE. Dessa forma, a demora de locomoção torna o dia do brasileiro mais cansativo, corriqueiro e menos produtivo.
Além disso, o apego a uma política “rodoviarista” contribui para o acúmulo de veículos nas ruas, visto que, ainda, é muito pouco explorado os setores metroviários e portuários. Apesar do investimento concentrado no setor rodoviário, é inegável que a má estrutura dos ônibus leva a cerca de 70% da população reprovar o sistema de transporte público, segundo o IBOPE. Assim, a preferência pelo carro próprio se tornou mais idealizada e consolidada com o aumento de crédito e redução dos juros sob veículos nesse século, o que propicia o aumento do trânsito nas ruas brasileiras.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de melhorias em prol da mobilidade urbana no Brasil. Dessa forma, o Ministério do Planejamento, em parceria com as secretarias municipais, deve promover investimentos no setor urbano, por meio da Secretaria de Desenvolvimento da Infraestrutura, com o intuito de replanejar as áreas de difícil acesso do transporte público. Ademais, é imprescindível que o Ministério do Transporte, em cooperação com o setor privado, desenvolva e amplie a malha metroviária e portuária nos principais centros urbanos, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte, a fim de amenizar o tráfego de pessoas e veículos nas ruas brasileiras.