Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 07/04/2018

O capitalismo comercial do século xx ocasionou resquícios ao longo do tempo, hoje em dia o Brasil herda as consequências desse sistema, ou seja, a contínua falta de mobilidade em todo o país. Infelizmente, a locomoção é um desafio para a nação brasileira e em especial os grandes centros urbanos. Sendo assim, torna-se passivo de discussão os desafios urbanos enfrentados em razão das graves mazelas relacionadas ao bem estar social e ambiental.

A revolução industrial trouxe o êxodo rural, por conseguinte, as cidades sofreram com um fenômeno chamado de inchaço. Com isso, os problemas de mobilidade cresceram, criou-se uma desordem social, ambiental e urbana, ou melhor, as capitais como São Paulo sofre com extensos engarrafamentos em estradas, avenidas. Em exemplo, há também congestionamento populacional, vias estão a cada dia com excesso de habitantes. Como detalhe, um ônibus comporta 80 pessoas, 1 carro somente 4 pessoas, dessa forma, espaço ocupado por um ônibus é maior, no entanto a quantidade de indivíduos é muito acima, portanto é prudente utilizar coletivos. Todavia, as condições dos transportes públicos ocasionam no maior número de carros, visto assim é indispensável o atento do poder aos meios deixados de lado. Indubitavelmente, os serviços de locomoção coletivos devem ser oferecidos de maneira digna para toda a população, o direito de ir e vir com dignidade é assegurado pela Constituição, conquanto somente aplicado na teoria.

Por infelicidade,  no Governo de JK criou-se uma cultura, em que o carro é sinônimo de status social. Dessa maneira, a sociedade entrou nessa espécie de modismo, sem perceber o inchaço que estava a ser causado. Em si, o Brasil necessita de mudanças acerca de sua prioridades, priorizar o coletivo é o caminho a ser seguido. As grandes cidades do Japão podem ser utilizadas como exemplo de inchaço com prudência, Hong Kong aplicou as construções de passarelas e aumentos de transporte via túnel, ou melhor, houve excessivo investimento necessário sobre itens coletivos. O Governo brasileiro deve utilizar sistemas parecidos ao optar por transportes em escala e passarelas automáticas.

Em suma, portanto, o Estado errou por anos e agravou as mazelas relacionadas a locomoção da sociedade contemporânea. Por essa razão, cabe ao Governo unido ao Ministério do transporte aumentar o investimentos nos meios coletivos e priorizar o acrescimento de ônibus e metrôs  pelas cidades de maior porte, sempre assim contemplando o coletivo, e ainda, melhoras a qualidade dos existentes, com efeito de propagar intervenções viáveis a todos. Por fim, o Ministério do Transporte terrestre deverá construir passarelas automáticas com intuito de amenizar os congestionamentos de pessoas. Assim, é possível ter uma sociedade móvel.