Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 08/04/2018

O capitalismo comercial do século xx ocasionou resquícios ao longo do tempo, hoje em dia o Brasil herda consequências desse sistema, ou seja, a contínua falta de mobilidade em todo o país. Infelizmente a locomoção é um desafio para a nação brasileira e em especial os grandes centros urbanos. Sendo assim, torna-se passivo de discussão os desafios urbanos enfrentados em razão das graves mazelas relacionadas ao bem estar social e ambiental.

A priori, revolução industrial trouxe o êxodo rural, por conseguinte, as cidades sofreram com um fenômeno chamado de inchaço. Com isso, os problemas de mobilidade cresceram, criou-se uma desordem social, ambiental e urbana, ou melhor, as capitais como São Paulo sofrem com extensos engarrafamentos em estradas e avenidas. Em exemplo, há também o congestionamento populacional, vias estão a cada dia com excesso de habitantes,. como detalhe, um ônibus comporta 80 pessoas, 1 carro somente 4, dessa forma, o espaço ocupado por um ônibus é maior, no entanto a quantidade de indivíduos é muito acima, portanto é prudente utilizar coletivos. Todavia, as condições dos transportes públicos ocasionam em maior numero de carros, visto assim é indispensável a atenção do poder aos meios deixados de lado. Indubitavelmente, os serviços de locomoção públicos devem ser oferecidos de maneira digna para toda a população, o direito de ir e vir com dignidade é assegurado pela Constituição, conquanto somente aplicado na teoria.

A posteriori, no Governo de JK criou-se uma cultura em que o carro é sinônimo de status social. Dessa maneira, a sociedade entrou nessa espécie de modismo, sem perceber o inchaço que estava a ser causado. Em si, o país necessita de mudanças acerca de prioridades, priorizar o coletivo é o caminho a ser seguido. As grandes cidades do Japão podem ser utilizadas como exemplo de inchaço com prudência, Hong Kong aplicou as construções de passarelas automáticas e aumentou os transportes via túnel, ou seja, houve descomedido investimento necessário sobre itens coletivos. Logo, o Governo deve utilizar sistemas parecidos ao optar por transportes em larga escala e passarelas automáticas.

Em suma, portanto, o Estado errou por anos e agravou as mazelas relacionadas a locomoção da sociedade contemporânea. Por essa razão, cabe ao Estado unido ao Ministério dos transportes aumentar os investimentos nos sistemas coletivos e privilegiar o acréscimo de ônibus e metrôs nas cidades de maior porte e construir passarelas automáticas em pontos específicos, a exemplo comércios.É preciso sempre contemplar o coletivo,  lapidar os transportes já existentes, com efeito de mobilidade benevolente a todos. Certamente, com maior número de investimentos e cuidado com as cidades, os municípios serão menos imóveis.