Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 09/04/2018
O filósofo Heráclito dedicou seu trabalho ao estudo das mudanças e as classificou como essenciais ao desenvolvimento da sociedade civil. Uma das modificações mais significativas em caráter mundial foi a invenção do automóvel. No Brasil, esse meio de transporte é muito popular e, apesar de trazer benefícios como uma maior facilidade de locomoção, também gera impactos socioambientais que exigem resolução.
Em uma primeira ótica, vale ressaltar a importância da infraestrutura das cidades no que diz respeito ao constante uso de veículos motorizados. Durante o governo de Juscelino Kubitschek, foi perpetuada a criação de rodovias para que as regiões brasileiras fossem integradas comercial e culturalmente. A partir desse marco histórico, pistas e estradas tornaram-se comuns e em grande número. A qualidade da maior parte delas, contudo, não é adequada, uma vez que o asfalto não se encontra em condições ideais e as sinalizações são mal elaboradas. Denota-se, portanto, a premência de medidas que reparem esse impasse, haja vista que condiciona o trânsito precário e a insatisfação dos cidadãos.
É importante salientar, também, que uso de carros relaciona-se estritamente com impactos prejudiciais ao meio ambiente. É sabido que essas viaturas são responsáveis pela emissão de gás carbônico na atmosfera, fator que ratifica o aquecimento global. Desse modo, evidencia-se que a sua incessante utilização deve ser atenuada emergencialmente. Uma solução para esse cenário é a substituição desses automóveis motorizados por bicicletas - consideradas ecologicamente adequadas. E uma outra opção seria, similarmente, o uso de transportes públicos como o ônibus, em virtude de transportar um maior número de pessoas por viagem e reduzir, assim, a quantidade de carros nas ruas.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de modificar a situação dessa relevante mudança no contexto atual. O Governo Federal deve utilizar verbas para reformas nas rodovias mais utilizadas do país a fim de que o asfalto e as sinalizações estejam aptos para receber o contigente rodoviário brasileiro. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente, aliado a empresas jornalísticas, deve publicar semanalmente uma coluna nos jornais que explicitem os danos ecossistêmicos causados pelos meios de transporte poluentes. Por último, o Governo deve, também, diminuir a tarifa dos ônibus e lançar campanhas com a mídia que estimulem o uso de bicicletas nas cidades. Destarte, é possível obter um caminho para um maior acesso aos transportes públicos, além de uma melhoria no trânsito e uma maior consciência em relação à ideias sustentáveis.